Ex-TAP

Nova companhia aérea de Neeleman deverá iniciar voos em 2021

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Acionista da TAP David Neeleman durante apresentação dos resultados de 2018 em Lisboa, 22 de março de 2019. NUNO FOX/LUSA

Companhia de baixo custo de David Neeleman (que entretanto saiu da TAP) está a tentar comprar a licença da Compass Airlines, que já foi extinta.

A Breeze Airways, fundada por David Neeleman, cuja saída da TAP foi anunciada recentemente, deverá iniciar os voos em 2021, um lançamento que foi adiado pela pandemia de covid-19, avança a Bloomberg, citada pela Lusa.

De acordo com a agência, a companhia aérea de baixo custo, com base nos Estados Unidos, está a tentar comprar o certificado operacional da Compass Airlines, que já foi extinta, agilizando o início das operações com voos fretados para outubro.

No entanto, a companhia prevê que os voos agendados só tenham início em 2021.

Devido à pandemia de covid-19, a entrega das aeronaves Airbus A220-300, que será o principal modelo da companhia, foram adiadas por seis meses, devendo chegar em meados de agosto de 2021.

Em 3 de julho, a companhia aérea brasileira Azul, de David Neeleman, anunciou a venda de 6% da TAP, no âmbito do acordo entre o Estado e os acionistas privados, que “garante a continuação” da empresa, segundo um comunicado.

Assim, a Azul “anuncia ter alcançado um acordo com o Governo português para permitir uma injeção de capital vital na TAP SGPS.

O acordo consiste na venda da participação indireta da Azul na TAP de 6%, por aproximadamente 65 milhões de reais [10,8 milhões de euros]”, bem como na “eliminação do direito de conversão” das obrigações seniores detidas “pela companhia de 90 milhões de euros com vencimento em 2026”, indicou a Azul, na mesma nota.

No dia anterior, o Governo tinha avançado que tinha chegado a um acordo com os acionistas privados da TAP, passando a deter 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros.

Com este acordo, o Estado aumenta a participação na TAP dos atuais 50% para 72,5%.

Em conferência de imprensa, na altura, o secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz, precisou que o Estado pagará o montante de 55 milhões de euros, que se destina à renúncia por parte da Atlantic Gateway, consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa, ao “exercício das opções de saída do acordo parassocial”.

O dono da companhia aérea Azul, David Neeleman, sai assim da estrutura acionista da TAP, mantendo-se apenas Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro.

A Comissão Europeia aprovou em 10 de junho um “auxílio de emergência português” à TAP, um apoio estatal de até 1.200 milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso.

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