10 empresas para manter debaixo de olho em 2017

A Bloomberg elencou as empresas mais interessantes cujas ações deverá manter debaixo de olho no ano que vem.

São empresas de setores tão distintos como energia, tecnologia, retalho e finanças. Os analistas da Bloomberg ponderaram o crescimento dos lucros e respetivas margens, quotas de mercado, dívida e outros fatores e escolheram as 50 que deverá vigiar em 2017. Destacamos as primeiras dez que podem sofrer alterações no próximo ano, para o bem e para o mal.

1. Adidas

Depois de perder terreno para a líder de mercado Nike e a novata Under Armour, a marca global de sportswear retaliou, aumentando os investimetnos em marketing que deram origem ao regresso das sapatilhas Stan Smith. Em 2015, a marca gastou +22% em marketing do que no ano anterior.

2. Alkermes

A farmacêutica irlandesa especializada em medicamentos para doenças do sistema nervoso central tem beneficiado do aumento da procura de Vivitrol. A droga que bloqueia a ação de opiáceos tem aumentado as vendas devido à "epidemia" de analgésicos e heroína. Outra droga desenvolvida para tratar esquizofrenia, chamada Aristada, deverá ser mais um motor de crescimento.

3. Altice

A empresa de telecomunicações baseada na Holanda tem realizado grandes investimentos na aquisição de outras empresas, como a Suddenlink e a Cablevision, em 2015, para se tornar no maior fornecedor de televisão por cabo nos EUA. Como se endividou para realizar as referidas aquisições, está agora debaixo de pressão para cortar custos e aumentar receitas.

4. Amazon

O aumento contínuo de subscrições no serviço Amazon Prime e no negócio de serviços via internet tem permitido ao retalhista estabilizar lucros numa altura em que mantém fortes investimentos em novos projetos.

5. American Eagle Outfitters

O retalhista orientado para consumidores adolescentes evitou o destino de concorrentes como PacSun, American Apparel e West Seal, que se submeteram à insolvência, revelando a importância da capacidade de seleção de stock adequado e equilíbrio nas promoções. As vendas deverão crescer 3,9% este ano e os lucros vão aumentar 23,9%.

6. Anta Sports Products

A maior empresa chinesa de sportswear está a começar a movimentar-se para uma categoria superior à medida que a próspera classe média do país adopta hábitos de exercício físico e vestuário de lazer. De acordo com a Administração Geral de Desporto da China, em 2007 o país possuía 340 milhões de praticamentes de desporto, em 2014 já eram 410 milhões e, em 2020, deverão ser 700 milhões.

7. Ariad Pharmaceuticals

O medicamento da Ariad Pharmaceuticals contra o cancro no sangue, Iclusig, tem demonstrado um crescimento sustentado desde o relançamento, em 2014, sendo uma das drogas mais dispendiosas na sua categoria. A empresa está ainda a aguardar autorização da agência norte-americana FDA para um medicamento contra o cancro do pulmão (Brigatinib) que deverá ser outorgada no final do primeiro semestre de 2017.

8. Banco do Brasil

A recessão afetou a rentabilidade dos ativos do quarto maior banco brasileiro e a sustentação dos negócios nos créditos a empresas brasileiras é fonte de preocupação. A taxa de juro nos novos empréstimos ronda os 30%.

9. Barrick Gold

O ouro continua atrair a atenção dos investidores em 2016, especialmente após o Brexit tê-los feito procurar investimentos de refúgio. O maior mineiro mundial de ouro está a tirar vantagem do novo aumento dos preços para reduzir as suas dívidas.

10. Caterpillar

A famosa fabricante de equipamento pesado atravessa, em 2016, o quarto ano de pesadas perdas. O corte no rating da dívida da empresa é uma ameaça real e pode afetar a unidade financeira.

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