10 frases que nunca deviam ter sido ditas

Manuel Pinho, ex-ministro da Economia
Manuel Pinho, ex-ministro da Economia

Quem anda na política arrisca-se a nem sempre dizer o que deve. Aqui ficam 10 declarações de outros tantos políticos que, em diferentes épocas, fizeram correr rios de tinta.

1. Manuela Ferreira Leite. Em discussão estava a reforma do sistema judicial e Manuela Ferreira Leite, à altura líder do PSD, diz que este tipo de mudança não se deve fazer contra as clases profissionais. E sai-se com esta: «Não seria bom haver seis meses sem democracia?» Foi em tom irónico, mas suficiente para uma tempestade de críticas.

2. Mário Lino: O ministro das Obras Públicas do primeiro governo de José Sócrates, era um acérrimo defensor da construção de um novo aeroporto internacional na Ota. De tal forma que quando confrontado com a possibilidade de a obra avançar ma Margem Sul foi peremptório: “Alcochete jamais!” Mas ia mesmo para lá, se a obra não tivesse sido suspensa.

3. Manuel Pinho I. Manuel Pinho foi, até ao fim, um poço de gafes políticas. Em 2006, proclamou solene: “A crise acabou e vive-se um ponto de viragem na economia. Já não se fala de recessão e em investimento zero”. O tempo não lhe deu razão…

4. Manuel Pinho II. Ora aí está de novo o ministro da Economia de Sócrates. Durante uma visita à China, exorta ao investimento em Portugal, deixando esta pérola: “Somos um país competitivo em termos de custos, nomeadamente os custos salariais são mais baixos que a média da União Europeia”…

5. José Sócrates. Tinha terminado mais um conselho europeu e os responsáveis congratulavam-se com os resultados alcançados. Na conferência de imprensa final, Sócrates dirige-se a Durão Barroso e solta um audível “Porreiro pá”. Ainda hoje é um termo usado em muitas situações que envolvem o ex primeiro-ministro.

6. Eduardo Catroga. PS e PSD negociavam o Orçamento de Estado para 2011 e na imprensa iam caindo informações difusas sobre o que estava em cima da mesa. Eduardo Catroga, o negociador indicado pelo PSD, dizia que “andam a discutir pentelhos”. Consta que a mulher do antigo ministro não gostou.

7. Valentim Loureiro. Já se sabe que Valentim Loureiro é um homem de emoções. E no calor de um comício do PSD, discursava empolgado quando exorta a multidão, em 1995, a manifestar o seu apoio ao líder do partido. “Vamos todos gritar: Guterres, Guterres…”. Emendou rápido (era Fernando Nogueira), mas ficou.

8. Carlos Borrego. Era ministro do Ambiente num dos governos de Cavaco Silva. E num jantar contou uma anedota que veio a público: “Sabem o que é que no Alentejo – em Évora melhor dizendo – fazem aos cadáveres das pessoas que morreram ultimamente? Levam-nos para reciclar, para aproveitar o alumínio”. Tudo no auge da crise da poluição por alumínio nas águas fornecidas aos serviços de hemodiálise que causaram várias mortes em Évora. Demitiu-se.

9. Fernando Charrua. Fernando Charrua, professor destacado para a Direcção Regional de Educação do Norte, não se contém e diz para quem o quer ouvir. “Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um f… da p…”. O tal era José Sócrates e o professor foi afastado.

10. Pedo Nuno Santos. “Estou-me marimbando para os bancos alemães que nos emprestaram dinheiro nas condições que o fizeram. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos franceses e dos alemães. Ou os senhores se põem finos ou não pagamos a dívida. Se o fizermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem”. É o vice-presidente da bancada parlamentar do PS!!!

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