Energia

Governo autoriza primeiro parque eólico sem apoio à tarifa

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Localizado em Aveiro, este parque eólico será construído pelo Grupo Senvion e terá uma capacidade de cerca de 4 MW.

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, anunciou hoje na conferência das Nações Unidas para o clima (COP23), em Bona, que já autorizou a construção do primeiro parque eólico em Portugal sem quaisquer tarifas garantidas ou outros subsídios estatais.

Localizado em Aveiro, este parque eólico será construído pelo Grupo Senvion, na sua unidade industrial na região, e terá uma capacidade de cerca de 4 MW, sabe o Dinheiro Vivo.

“O Governo pretende continuar a promover os investimentos em energias renováveis, particularmente solar, através de um sistema de remuneração baseado nos preços de mercado – já o fazemos no solar e na semana passada autorizámos o primeiro parque eólico sem subsídios. Como sabem, Portugal já tem em produção energia solar sem apoios à tarifa. Mas agora, a mudança de paradigma chegou à energia eólica”, disse Seguro Sanches na conferência. Neste momento são já 15 os parques solares neste regime no país, equivalentes a cerca de 520 MW de capacidade instalada, estando muitos destes parques já em fase de construção. Um deles, na região de Estremoz, da responsabilidade da empresa Infraventus, já entrou mesmo em produção.

Na mesma intervenção, o secretário de Estado anunciou que “até ao final deste mês”, de novembro, estará pronto o estudo sobre a futura interligação elétrica entre Portugal e Marrocos. Jorge Seguro Sanches já garantiu que esta interligação será uma realidade em 2018, ao mesmo tempo que o ministro marroquino da Energia, Minas e Desenvolvimento Sustentável, Aziz Rabah, confirmou que o reino do norte de África está a apostar todas as suas cartas na futura parceria com Portugal para quebrar a atual dependência energética face a Espanha.

Este projeto rondará os 400 milhões de euros, no seguimento do estudo de viabilidade que está neste momento em curso, e que deverá ficar concluído em breve, e da decisão política entre os governos dos dois países.

“Durante estes duas soubemos que o Projeto de Interconexão de Biscaia (que liga a Península Ibérica a França) irá finalmente avançar”, disse ainda Seguro Sanches, referindo-se à interligação de 370 quilómetros que permitirá aumentar a capacidade de intercâmbio de 2800 a 5000 MW a partir de 2025.

 

 

 

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