Dinheiro Vivo TV

Transformar boa esperança e sustentabilidade em vinho

A carregar player...
Transformar boa esperança e sustentabilidade em vinho

O casal Artur e Eva comprou a Quinta da Boa Esperança, em Torres Vedras, para produzir vinho de qualidade e viver de forma mais sustentável

Foi em 2014 que o casal Artur Gama e Eva Gato Moura Guedes decidiu concretizar um sonho antigo: sair do rebuliço de uma grande cidade e ir viver para o campo. Artur, que já trabalhava como intermediário na venda de vinhos para o estrangeiro, decidiu aplicar os contactos que tinha e a experiência profissional num negócio próprio de produção vinícola.

Foi na região Oeste que o casal decidiu avançar com o projeto. Contribuiu para a escolha do local não só o solo rico para o cultivo, sendo esta uma das maiores e mais extensas regiões de vinho a nível nacional, como também as suas próprias ligações pessoais à zona e ainda a proximidade de Lisboa. Em Torres Vedras, encontraram o sítio ideal: a Quinta da Boa Esperança, que compraram, reconstruíram e onde, com a ajuda da enóloga Paula Fernandes, capacitaram o cultivo para a produção de vinhos de qualidade. Para passar da ideia à prática foi necessário um investimento total de dois milhões de euros. “Era um sonho que nós tínhamos. Queríamos ter um espaço nosso onde pudéssemos criar, fazer aquilo que nós mais gostamos e viver no campo”, explica Artur Gama.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Em 2015 foi feita a primeira vindima. Saíram as primeiras garrafas. Neste momento, o casal já pôs no mercado dez vinhos diferentes, entre tintos, brancos e rosés. Dentro de pouco mais de uma semana, a 13 de dezembro, haverá novo lançamento. Desta vez, será de vinhos monovarietais tintos, com as castas Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouché.

Na quinta, com 16 hectares, Artur Gama e Eva Gato Moura Guedes têm uma capacidade de produção de cerca de 120 mil litros por ano. Neste momento, produzem menos de metade: 50 mil litros, correspondentes a 70 mil garrafas. Mas querem ir bem mais longe. “Nós neste momento produzimos cerca de 70 mil garrafas por ano e a ideia é podermos crescer até às 150 mil, no nosso expoente máximo. Pensamos que talvez só daqui a dez anos”, indica Artur.

Encontrar os vinhos do casal não é fácil. Os produtos da Quinta da Boa Esperança não estão à venda nas grandes superfícies, mas podem ser encontrados em garrafeiras, com preços a rondar os dez euros, e em restaurantes. “Nós trabalhamos com chefs e em exportação. Exportamos, já hoje, perto de 70% daquilo que produzimos. O nosso objetivo é esse, nós queremos um mercado de nicho e trabalhar diretamente com garrafeiras e restaurantes, num mercado focado essencialmente nos vinhos”.

Na concretização do projeto, faltam alguns passos importantes. Apesar de a quinta ter dez funcionários e de Eva já se dedicar a ela a tempo inteiro, o casal ainda mora em Lisboa. No futuro pretende mudar-se e viver em Torres Vedras num ambiente de sustentabilidade. “Pretendemos no futuro tornar todo o espaço sustentável, aproveitando a água da chuva, a energia solar. Queremos a quinta 100% orgânica, com os nossos próprios animais e comer do que ela nos dá”, conclui Artur Gama.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

O ministro das Finanças, Mário Centeno (E), entrega a proposta de Orçamento de Estado para 2019 ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (R), no parlamento, Lisboa, 15 de outubro de 2018.  MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Em direto: As principais linhas do Orçamento do Estado para 2019

Rosalia Amorim

Opinião OE2019. “Mais cedo ou mais tarde chegará”

Outros conteúdos GMG
Transformar boa esperança e sustentabilidade em vinho