Portugal XXI

Marcelo Rebelo de Sousa: “Portugal precisa de pensar a médio e longo prazo”

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“Consenso” foi a palavra que dominou a intervenção do chefe de Estado, na conferência 'Portugal XXI: País de futuro”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez as honras da conferência ‘Portugal XXI: País de futuro”, no Pestana Cidadela Cascais. “Consenso” foi a palavra que dominou a intervenção do chefe de Estado, e apesar de louvar a organização considerou que “é preciso passar da reflexão à ação”. Por outro lado, elogiou os consensos na política externa em Portugal.

Para além da necessidade de consensos, o Presidente considera que há outro grande desafio para Portugal, e para o mundo: a “imprevisibilidade”.”Não há desenvolvimento económico sustentável sem o mínimo de previsibilidade”. Hoje, Portugal tem vários desafios na próxima década: “a política externa, a dimensão ibero-americana, o Mediterrâneo, a abertura a novos mercados, uma diplomacia económica mais exigente, e o multilateralismo.

Na economia, o Presidente da República acredita que Portugal tem que dar importância à “estabilização e consolidação do sistema bancário” e ultrapassar o desafio passa pelo “saneamento financeiro”. “O reforço da rentabilidade das instituições que souberam afirmar a sua estabilização”, é uma realidade que deve ser tida em conta no futuro, destacou o chefe de Estado.

“Portugal precisa de se centrar no que verdadeiramente interessa ao país: medidas estruturais, pensar a médio e longo prazo. Não estar sujeito à tirania do efémero”, exemplificou. O Presidente acredita que a estabilidade político-institucional poderá ser alcançada com o quarto orçamento do Estado.

Desafios para os próximos 10 anos

Portugal tem que potenciar a “vocação natural” para o multilateralismo, reforçar o clima de coesão, apostar na língua portuguesa, apostar na coesão territorial, apostar na inovação, na digitalização, e assumir a era digital em todos os sistemas, enumerou Marcelo Rebelo de Sousa.

“O começo de redução e sustentabilidade da dívida publica, é o caminho mais lento, mas é o mais exigente, e que é essencial para os anos vindouros”, referiu. Marcelo Rebelo de Sousa apelou ao papel cívico dos portugueses e destacou, por várias vezes, aquele que considera ser um dos maiores desafios da próxima década: criar consensos em alguns domínios e alternativas fortes noutros. “O papel dos portugueses passa por refletir, detetar os problemas, equacionar e avançar com pistas mobilizadas e mobilizadoras”.

Até 2030, acredita o Presidente, Portugal tem que caminhar para alcançar consensos e “numa perspetiva a prazo, porque “mais vale prevenir do que remediar”, rematou o chefe de Estado.

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