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S&P mantém rating de Portugal, mas sobe perspectiva

Standard&Poor's

A agência de notação financeira manteve rating da dívida de Portugal, mas a perspetiva é positiva. Ministro das Finanças diz que reflete a confiança.

A Standard & Poor’s (S&P) não mexeu no rating da dívida portuguesa, mantendo a notação em “BBB-“. Contudo, a agência de notação financeira deixa aberta a hipótese de subir a avaliação à dívida soberana portuguesa uma vez que passou o outlook de estável para positivo.

“Poderemos subir o rating de Portugal se a economia continuar a desalavancar externamente ao atual ritmo de 3% a 5% do PIB ao ano”, refere a agência de notação na nota que acompanha a decisão, acrescentado que para subir o rating será necessário que “as condições de crédito em Portugal convirjam para a média da Zona Euro.

A S&P faz, contudo, saber que se a economia abrandar, volta a colocar a perspetiva em “estável”. “Poderemos rever a perspetiva para ‘estável’ num cenário de enfraquecimento do crescimento económico ou na falta de progresso na implementação de reformas estruturais que sustentem o crescimento”, avisa a agência norte-americana.

Há precisamente um ano, a 15 de setembro, a S&P tirou Portugal do “lixo”, revendo em alta o rating atribuído à dívida soberana portuguesa de “BB+” para “BBB-“, a nota mínima dentro do nível de investimento. Foi a primeira, das três grandes – Moody’s e Fitch – a retirar a dívida do patamar de investimento especulativo.

Ministro fala em confiança

Pouco depois de conhecida a decisão da S&P, o gabinete do Ministro das Finanças divulgou um comunicado em que refere tratar-se de um voto de confiança. “Este desenvolvimento é o resultado das nossas políticas orientadas para reforçar a confiança dos agentes económicos, estabilizar o sistema financeiro e equilibrar as contas públicas, através do aumento continuado da qualidade da despesa pública”, refere o comunicado.

A nota acrescenta ainda que “o Governo tenciona alcançar um orçamento equilibrado no próximo ano e manter a trajetória descendente do peso da dívida pública no PIB, por forma a reforçar a resiliência das contas públicas e da economia portuguesa.”

(atualizado às 21:45 com reação do Ministro das Finanças)

 

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