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Macron recua e suspende aumento do imposto sobre combustíveis

O sábado passado, 1 de dezembro, ficou marcado pela intensidade dos protestos em Paris, França. Fotografia: Reuters/Stephane Mahe
O sábado passado, 1 de dezembro, ficou marcado pela intensidade dos protestos em Paris, França. Fotografia: Reuters/Stephane Mahe

Os manifestantes queixam-se da carga de impostos, da perda do poder de compra e de desilusão geral com o Governo francês

O primeiro-ministro francês vai anunciar uma moratória relativa ao aumento do imposto sobre combustíveis previsto para 1 de janeiro, de forma a apaziguar as manifestações dos “coletes amarelos”, disseram fontes do governo à AFP.

Este adiamento, ou mesmo suspensão, deve ser acompanhada de outras medidas de apaziguamento, segundo as mesmas fontes.

A decisão foi tomada ontem à noite (segunda-feira), no Palácio do Eliseu, e deve ser apresentada durante esta manhã aos deputados do partido do Presidente francês, Emmanuel Macron.

O movimento de “coletes amarelos” nasceu espontaneamente num sinal de protesto contra a taxação de combustíveis em França.

As ações de contestação estão a causar grande embaraço ao Governo francês, tendo corrido mundo as imagens dos violentos confrontos entre manifestantes vestindo coletes amarelos e a polícia, no sábado, na emblemática avenida dos Campos Elísios, em Paris.

As reivindicações dos coletes amarelos não mudaram, mesmo depois do Presidente Emmanuel Macron se ter dirigido à nação há uma semana.

A grande carga de impostos, perda do poder de compra e desilusão geral com o Governo são as queixas mais comuns entre quem está a manifestar-se nas ruas do país.

O fim de semana ficou marcado em França por violentos protestos do movimento dos “coletes amarelos”, sobretudo por desacatos em Paris e por atos de vandalismo no Arco do Triunfo.

O monumento, que é símbolo emblemático de Paris e da própria França, foi pintado, o museu saqueado e uma estátua partida, à margem dos protestos.

Os últimos dados sobre sábado indicam que 136 mil pessoas se juntaram à mobilização dos “coletes amarelos” e que houve 263 feridos, além de centenas de detidos.

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