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Quer poupar no seguro multirriscos? Siga as dicas do Doutor Finanças

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Em vez de concentrar todos os seguros numa só companhia ou entidade, opte por consultar uma mediadora que trabalhe com todas as companhias

Em 2018, os seguros multirriscos cresceram aproximadamente 5,3% em Portugal, representando mais 23,5 milhões de euros que em 2017, segundo dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, destacados pela empresa de consultoria em finanças pessoais e familiares, Doutor Finanças.

Este crescimento justifica-se por via da dinâmica que se assiste atualmente no ramo imobiliário: concessão de créditos habitação e aumento do valor das casas, sobretudo nos grandes centros urbanos, explica a empresa em comunicado. “Fatores que fizeram naturalmente mexer o mercado dos seguros, nomeadamente os multirriscos, que consistem numa solução de seguro mais abrangente, associada a uma habitação, que inclui a cobertura sobre riscos como incêndios, inundações, reparação de danos em bens móveis, roubo ou furto, entre outros”.

Ainda de acordo com o Doutor Finanças, a maioria das pessoas que solicita um crédito habitação tende a fazer os seguros de vida e multirriscos na mesma entidade bancária, não analisando outras propostas disponíveis no mercado e, possivelmente, mais económicas. Muitas vezes as próprias entidades bancárias oferecem melhores condições no spread do crédito habitação se os seguros forem feitos com a mesma entidade.

Por exemplo: se se tem um crédito habitação com spread de 1,5%, ao realizar o seguro multirriscos com a mesma entidade, poderá ser-lhe atribuída uma bonificação de 0,1% no spread. No entanto, geralmente os seguros feitos nos bancos são mais dispendiosos e a bonificação pode não compensar financeiramente.

Diz o Doutros Finanças que para para poupar no seguro multirriscos, deve ter-se em consideração três pontos importantes:

  • – Fazer uma avaliação das opções de seguro de vida e multirriscos disponíveis no mercado para além da opção apresentada pelo banco para comparar custos e coberturas;
  • – Rever a real necessidade das coberturas apresentadas, pois muitos seguros têm coberturas que se desconhecem e pode estar a pagar-se por algo de que não se precisa;
  • – Ter em consideração que, por norma, aglutinar todos os seguros na mesma companhia pode tender a trazer menos poupança. Em vez de concentrar todos os seguros numa só companhia ou entidade, opte por consultar uma mediadora que trabalhe com todas as companhias ou entidades e que possa proporcionar seguros mais ajustados às necessidades de cada um.

“Para conseguir uma melhor relação custo-benefício, deve analisar cuidadosamente as coberturas do seguro multirriscos e comparar com diferentes alternativas. Essa realidade também é válida para quem já tem um crédito habitação. Com as recentes alterações do mercado e com a queda do valor dos spreads, poderá ser muito vantajoso fazer uma reavaliação de um crédito habitação, com a possibilidade de conseguir poupanças expressivas na prestação, quer através da revisão do spread, assim como na revisão do seguro de vida e multirriscos.

“Num crédito habitação o seguro multirriscos é uma obrigatoriedade. Existe a ideia de que será mais vantajoso se fizermos os seguros na mesma companhia e tendemos a não analisar cuidadosamente as suas condições, acabando, por vezes, por ter custos desnecessários. No Doutor Finanças aconselhamos a que se avaliem várias propostas para os seguros associados ao crédito habitação. O melhor será sempre recorrer a um mediador não exclusivo, alguém que conhece o mercado e que facilmente identifica a proposta mais indicada, tendo em conta as características do cliente e as suas necessidades”, comenta Rui Bairrada, CEO da consultora Doutor Finanças.

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