Alterações climáticas

Alterações climáticas vão impactar investimentos, alerta relatório da Mercer

(DR)
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O estudo é um dos primeiros a avaliar o impacto das alterações climáticas no mercado financeiro a longo prazo.

As alterações climáticas vão ter impacto nos investimentos, qualquer que seja o cenário futuro. É a principal conclusão de um estudo da Mercer, divulgado esta segunda-feira, que analisou os potenciais resultados dos mercados financeiros no caso de as temperaturas globais subirem dois, três ou quatro graus Celsius, até 2100.

O investimento em setores será mais afetado que o investimento em ativos, indica o estudo, sendo que o impacto será maior na próxima década, sobretudo até 2025. No caso dos ativos, o impacto pode também ser material, contudo a dimensão varia de acordo com o cenário futuro.

Um aumento de 2ºC poderá não provocar danos num portfolio diversificado, com retornos até 2050. Isto porque, por exemplo, as perdas no setor do petróleo, neste cenário, poderão ser compensadas por apostas em energias renováveis.

Se o aumento da temperatura global exceder os 2ºC, a situação não será financeiramente benéfica para ninguém, umas vez que fenómenos climáticos extremos terão forte impacto em praticamente todos os setores, até 2030, desde o financeiro à agricultura, passando pela agricultura e o consumo. As perdas serão ainda mais acentuadas até 2050 e o cenário global será pior, caso se ultrapasse o aumento de 4ºC.

“Os investidores deveriam considerar as alterações climáticas em todas as fases do investimento, desde as crenças, políticas e processos até às decisões de portfolio”, indica à Bloomberg Deb Clarke, chefe do departamento de pesquisas em investimentos da Mercer.

O relatório é um dos primeiros a avaliar o impacto das alterações climáticas no mercado financeiro a longo prazo e o mais recente a alertar para as consequências negativas do fenómeno.

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