Semana do Clima

EDP assina compromisso para limitar aquecimento global a 1,5°C

António Mexia, CEO da EDP. (Fotografia: Sara Matos / Global Imagens)
António Mexia, CEO da EDP. (Fotografia: Sara Matos / Global Imagens)

O desafio foi lançado em junho pelas Nações Unidas através de uma carta aberta dirigida a líderes empresariais.

O compromisso ‘Business Ambition for 1,5ºC – Our Only Future’ foi formalizado esta segunda-feira em Nova Iorque e junta um grupo de empresas entre as quais a Vodafone, Nestlé, Unilever, Telefónica, e a portuguesa EDP, entre outras, em resposta a um apelo da ONU. Esta é uma das muitas iniciativas que está a marcar a Semana do Clima na cidade norte-americana.

A EDP é assim uma das 87 grandes empresas globais que assumiu o compromisso de reduzir emissões para garantir que o aquecimento global não excede 1,5° C. O desafio foi lançado em junho pelas Nações Unidas através de uma carta aberta dirigida a líderes empresariais com um apelo: que definissem objetivos ambiciosos de redução de emissões para conter o aumento da temperatura do planeta em 1,5°, em linha com as recomendações do relatório de 2018 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O compromisso assumido passará por um conjunto de ações que serão validadas por uma organização independente, a Science-Based Targets initiative, e que visam contribuir para o controlo da temperatura global.

Para António Mexia, o presidente executivo do grupo EDP, que participa no encontro em Nova Iorque onde vários líderes empresariais assumiram publicamente este compromisso, “ficou claro com o estudo do IPCC de 2018 que há um mundo de diferença entre 1,5° e 2°C. Precisamos de ser mais ambiciosos e de fazer mais, trabalhando em conjunto, empresas e governos. Na EDP há muito que percebemos que a descarbonização tem de ser vista como uma oportunidade e que a eletrificação é a principal medida para garantir esta transição indispensável. Se há dez anos já tínhamos targets ambiciosos de redução de emissões, agora reforçamos essa ambição”.

A EDP já tinha estabelecido uma meta de redução de emissões para cumprir os limites de aquecimento da temperatura em 2°C, mas reforça agora a sua ambição de contribuir de forma mais acelerada para o combate às alterações climáticas.

As metas definidas pela EDP no ‘Strategic Update’ apresentado ao mercado em março deste ano definem que até 2030 mais de 90% da geração de eletricidade do grupo será feita a partir de fontes renováveis e haverá uma redução de 90% das emissões de específicas de CO2 face aos valores de 2005.

 

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