Internacional

Cimeira do G7 em clube de golfe de Trump

Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani. Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani. Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O aquecimento global não estará na agenda de trabalhos da cimeira do G7, marcada para 10 a 12 de junho de 2020.

A próxima cimeira do G7 será realizada num dos clubes de golfe do Presidente norte-americano, Donald Trump, na Florida, e o clima não constará da agenda de trabalhos, adiantou o chefe de gabinete do Presidente norte-americano.

Donald Trump já tinha avançado com a possibilidade de levar a cimeira para um dos seus ‘resorts’, no final da anterior reunião do G7, na cidade francesa de Biarritz, mas provocou uma onda de críticas e de questões sobre possíveis conflitos de interesse.

“Não é o único lugar, mas é o melhor lugar”, disse hoje Mick Mulvaney, chefe de gabinete do Presidente, referindo-se ao espaço que irá acolher o próximo encontro dos sete países mais ricos, o Trump National Doral Golf Club, um clube de golfe em Miami, na Florida, refutando quaisquer conflitos de interesse.

“Não receberei nenhum dinheiro”, tinha dito já Trump, quando levantou a possibilidade de levar a cimeira para um seu ‘resort’, acrescentando que o critério de escolha se prende com a proximidade ao aeroporto e a qualidade das instalações, de que é proprietário.

O chefe de gabinete do Presidente dos EUA disse ainda que a questão do aquecimento global não estará na agenda de trabalhos da cimeira do G7, marcada para 10 a 12 de junho de 2020, sabendo-se do hábito de Trump de não se envolver em iniciativas sobre alterações climáticas, sobre as quais tem conhecidas divergências de posição relativamente aos homólogos do grupo.

Sobre a escolha do local da cimeira na Florida, Mulvaney defendeu o Presidente dos EUA de acusações de benefícios comerciais, dizendo que a marca Trump “não precisa de mais reconhecimento” e reforçando a ideia de que não haverá benefícios económicos.

Contudo, o presidente do comité judicial da Câmara dos Representantes, Jerry Nadler, já tinha dito anteriormente que vai pedir uma investigação para averiguar a legalidade da realização da cimeira do G7 no clube de Trump.

O Trump National Doral Golf Club foi comprado por Donald Trump em 2012 e os panfletos publicitários apresentam-no como um “oásis tropical”, referindo os seus cerca de 600 quartos, duas suítes presidenciais e um enorme salão de festas com o nome de Donald J. Trump.

Na cimeira de Biarritz, Trump tinha dito que poderia convidar o Presidente russo, Vladimir Putin, para comparecer no encontro da Florida, depois de ter sido expulso do G7 após a invasão da Crimeia, mas hoje o seu chefe de gabinete limitou-se a dizer que o Presidente dos EUA “continua a ponderar essa hipótese”, mas que é uma sua prorrogativa fazê-lo, apesar das críticas de outros elementos do grupo.

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