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REN vê lucros a cair 5% até setembro para os 86 milhões de euros, culpa impostos

O presidente do Conselho de Administração da REN, Rodrigo Costa.
 MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O presidente do Conselho de Administração da REN, Rodrigo Costa. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A empresa explica que "a penalizar os resultados esteve a carga fiscal, que se traduziu uma taxa efetiva de imposto de 39,5%.

A REN – Redes Energéticas Nacionais anunciou esta sexta em comunicado que obteve um resultado líquido de 86,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma queda de 5% face ao período homólogo.

A empresa explica que “a penalizar os resultados esteve a carga fiscal, que se traduziu uma taxa efetiva de imposto de 39,5%, com a Contribuição Extraordinária para o Setor Elétrico (CESE) a representar 24,4 milhões de euros”. Já o EBITDA (lucros antes de impostos, amortizações e depreciações) foi de 368 milhões de euros, menos 2,7% face ao período homólogo.

De uma perspetiva positiva estiveram os resultados financeiros (9,3%), que beneficiaram da diminuição da dívida líquida (-2,2%) e da contínua redução do custo médio da dívida (2,2% nos primeiros nove meses de 2019 face a 2,3% no período homólogo). O investimento aumentou 64,1%, atingindo 110,3 milhões de euros.

A REN informou ainda no m4smo comunicado que já depois do fecho das contas dos primeiros nove meses do ano, a 1 de outubro, a empresa adquiriu a totalidade do capital social da Transemel, por 168,6 milhões de euros, sendo esta transação financiada por dívida.

“Com a aquisição da Transemel, a REN reforçou um dos seus objetivos de médio e longo prazos, expandindo a sua presença internacional. Localizada, essencialmente, no Norte do Chile, a Transemel opera 92 km de linhas de transporte de eletricidade e 5 subestações, em que aproximadamente 93% dos seus rendimentos provêm de atividades reguladas. Esta aquisição está em linha com o plano estratégico da REN, que assenta numa estratégia de crescimento conservadora”, disse a empresa em comunicado. .

A nível operacional, entre janeiro e setembro de 2019 a utilização do terminal de GNL de Sines foi a mais elevada de sempre, com a operação de 51 navios, e a produção fotovoltaica superou, pela primeira vez, os 500MW de potência máxima.

Em março, a produção eólica atingiu 4646 MW e a produção fotovoltaica, que em julho contava com cerca de 650 MW instalados, ultrapassou pela primeira vez os 500 MW de potência máxima. “Estes valores evidenciam o peso crescente das fontes de energia renovável, refletindo as prioridades da politica de transição energética”, diz a REN.

A produção repartiu-se por fontes renováveis, com 45%, não renováveis com 44% e importação (restantes 11%). Nas renováveis, as eólicas abasteceram 24% do consumo, as hidroelétricas 14%, a biomassa 5% e as fotovoltaicas 2,3%. Nas não renováveis, o gás natural abasteceu 32% e o carvão 12%. A produção a carvão esteve em queda no período, particularmente em agosto e setembro, meses em que as centrais a carvão tiveram a utilização mais baixa de sempre no sistema nacional.

No final do terceiro trimestre, o consumo acumulado anual de energia elétrica registou uma evolução homóloga negativa de 2,1%, ou menos 1% com correção de temperatura e dias úteis. O consumo de gás natural registou uma variação anual homóloga positiva de 2,6%, com um crescimento de 8,2% no mercado elétrico, mantendo-se praticamente constante no mercado convencional.

Desde 12 de julho, e de forma a assegurar o equilíbrio entre a produção e o consumo, a REN arrancou com o projeto-piloto de participação do consumo no mercado de reserva de regulação.

 

 

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