Conferência Económica da CPLP

Países lusófonos querem fortalecer mercado económico

Salimo Abdula, empresário moçambicano que preside à CE-CPLP. Foto: D.R.
Salimo Abdula, empresário moçambicano que preside à CE-CPLP. Foto: D.R.

Em cima da mesa, estarão propostas como a facilitação da mobilidade e a atribuição de vistos e incremento das ligações aéreas e marítima.

A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) organiza, esta terça-feira, a 2ª Edição da Conferência Económica do Mercado da CPLP, iniciativa que vai reunir no Porto um conjunto de entidades em torno de temas como a mobilidade e emissão de vistos, as ligações aéreas e marítimas, as infraestruturas sustentáveis e as energias renováveis.

A CE-CPLP, que está a comemorar 15 anos de existência, tem como missão a criação de uma rota de investimentos dentro do espaço dos nove países-membros, promovendo negócios, importações e exportações entre estes territórios. O objetivo final é a livre circulação de pessoas, produtos, capitais e serviços, isto é, um mercado económico dos países lusófonos.

Para isso, vão ser apresentadas na conferência um conjunto de propostas, nomeadamente a facilitação da mobilidade e a atribuição de vistos, incremento das ligações aéreas e marítimas, reconhecimento das equivalências profissionais e acordo de dupla tributação.

A ambição da CE-CPLP é tornar-se “um instrumento cada vez mais sólido e coeso que reduza as distâncias geográficas e estabeleça a aproximação eficaz e efetiva dos governos e da classe empresarial dos países-membros”, sublinha Salimo Abdula, presidente deste organismo associativo.

Como adianta, o objetivo é que assuma um papel “forte” nas matérias dos países-membros, com foco “em setores que concorram para a valorização das nossas economias, a livre circulação de pessoas, bens, produtos, serviços e capitais” e que impulsionem “um progresso cada vez mais acentuado do diálogo público-privado em prol do desenvolvimento económico”.

Território de 4 continentes
Na CE-CPLP, têm assento Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, territórios espalhados por quatro continentes e onde habitam 274 milhões de pessoas.

Neste universo, existe mais de três milhões de empresas, três uniões monetárias distintas (Zona Euro, União Económica e Monetária do Oeste Africano e Comunidade Económica e Monetária da África Central) e seis comunidades – União Europeia, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Comunidade Económica dos Estados da África Central, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Mercosul e Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. Fotografia: EPA/STEPHANIE LECOCQ

Peso da despesa com funcionários volta a cair para mínimos em 2020

26/10/2019 ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Conselho de Ministros aprovou Orçamento do Estado

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República portuguesa. Foto: REUTERS/Benoit Tessier

OE2020: PR avisa que é preciso “ir mais longe” em matérias como a saúde

Outros conteúdos GMG
Países lusófonos querem fortalecer mercado económico