Debate OE2020

“O país espera responsabilidade não espera maiorias negativas” – Centeno

O primeiro-ministro, António Costa (E), acompanhado pelo ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno (D), durante o debate parlamentar de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), esta manhã na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de janeiro de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa (E), acompanhado pelo ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno (D), durante o debate parlamentar de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), esta manhã na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de janeiro de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Ministro das Finanças avisou que a "política orçamental não é uma casa de apostas", deixando o aviso à esquerda sobre as propostas de alteração.

O ministro das Finanças deixou esta sexta-feira vários avisos aos deputados sobre eventuais alterações ao Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), comprometendo o excedente previsto para este ano.

“O país merece agora um debate responsável. Não espera maiorias negativas, por serem isso mesmo. Por serem negativas”, começou por assinalar Mário Centeno, acrescentando que “maiorias negativas que acrescentassem medidas que, por terem visões políticas opostas, nunca se entenderiam na forma de as financiar”, avisou o titular da pasta das Finanças, concluindo que “isso sim seria uma fraude democrática.

Mas Mário Centeno deixou avisos aos antigos parceiros da geringonça. “A política orçamental não é uma casa de apostas”, sublinhou. “É a identificação de prioridades, a preparação e a tomada de decisão. Já este ano chegaremos a um saldo orçamental positivo, o primeiro da nossa história democrática”, assinalando que este é um OE para as gerações futuras.

Em causa poderia estar, por exemplo, a descida do IVA na eletricidade defendida por PSD, Bloco de Esquerda, PCP e PAN.

Quando Pessoa entrou no debate
Já não é a primeira vez que Mário Centeno recorre a poetas portugueses para o argumento do debate político na Assembleia da República. Desta vez, o ministro das Finanças socorreu-se dos heterónimos de Fernando Pessoa para reforçar os avisos à esquerda e à direita.

“No momento de votar este orçamento não tentem ser pessoanos, Fernando Pessoa só houve um. Não votem as medidas de despesa com um heterónimo gastador, e as de receita com um heterónimo aforrador. Fernando Pessoa, que também era um homem de contas, apreciaria a responsabilidade de manter o orçamento equilibrado”, afirmou o governante.

“Este é o Orçamento que confirma um caminho: de valorização dos rendimentos; de responsabilidade para com o futuro; de proteção dos serviços públicos e de reforço da confiança dos portugueses e da confiança em Portugal. E não poderia ser de outra forma. Porque os portugueses não esperam menos de nós. Porque os portugueses não toleram caminhos que não sejam de responsabilidade”, conclui o ministro das Finanças.

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