Coronavírus

Imobiliário. 11 de março marca fim de ciclo de crescimento

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Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens

O vírus “vai certamente forçar uma interrupção abrupta (praticamente total) no mercado imobiliário", alerta a Imovendo.

A empresa alerta que a procura online de imóveis recuou na última semana 57,5%, um indicador que demonstra a paragem do mercado fruto da pandemia da Covid-19. Para a Imovendo, o vírus “vai certamente forçar uma interrupção abrupta (praticamente total) no mercado imobiliário, obrigando a que profissionais e empresas de mediação mobiliária deixem a atividade”.

A pandemia obrigou a uma pausa em “todas as decisões de investimento imobiliário presentes e futuras, pelo que o cenário que se antecipa para os próximos meses é o de uma total inflexão das dinâmicas que até agora vigoravam” diz a consultora em comunicado. É de esperar o adiamento das escrituras já marcadas, falências e desemprego no sector e, numa fase pós-crise, a baixa gradual do preço dos imóveis.

“Há milhares de portugueses que fizeram reservas de imóveis e firmaram contratos promessa de compra e venda nas últimas semanas e que poderão estar viver hoje um verdadeiro drama, pois estão dependentes da realização de escritura de venda da sua atual casa, para que aqueles processos possam ser concluídos… é um efeito dominó que poderá arrastar para situações, em alguns casos, insustentáveis milhares de famílias!”, alerta Manuel Braga, CEO da empresa.

Para a consultora, a atual falta de dinamismo do lado da procura, e a consequentemente paragem de visitas por parte de interessados, permite antecipar uma forte quebra de todo o negócio imobiliário nos próximos 45 a 90 dias, o que empurrará, sem dúvidas, muitas empresas para uma situação em que correm o risco de fechar.

 

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