Coronavírus

Empresas que recebam apoio não podem despedir

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O primeiro-ministro sugeriu que crise só estará ultrapassada em junho, altura em que fará uma avaliação dos "danos sofridos".

As empresas que receberem apoios através das linhas de crédito lançadas pelo Governo não poderão despedir trabalhadores.

É uma das medidas aprovadas na reunião do Conselho de Ministros desta sexta-feira, dia 20 de março, através do decreto-lei que dá corpo à declaração do estado de emergência.

“O conjunto de linhas de crédito acessíveis às empresas é sob condição de manutenção de postos de trabalho”, afirmou o primeiro-ministro na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Governo e depois de um encontro com o Presidente da República.

Questionado sobre os apoios às famílias, António Costa afirmou que esta “é a medida mais importante” para garantir o rendimento das pessoas, “ainda que com alguma quebra”, adiantou o chefe do Governo.

“Travessia” até junho
“Este será um trimestre muito duro para todos”, começou por afirmar António Costa na conferência de imprensa. “O essencial é que consigamos enfrentar esta travessia e em junho avaliar os danos sofridos”, ou seja, o primeiro-ministro admite que a crise vai durar pelo menos mais três meses, todo o primeiro semestre, portanto.

Até lá, o chefe do Governo considerou que será “essencial que se proteja o emprego, o rendimento das famílias e evitar o encerramento das empresas”.

“Seria irrealista estar a apresentar um programa de relançamento da economia, trata-se de nos concentrámos em salvar vidas, rendimento e empresas”, assumiu o primeiro-ministro, admitindo que esta primeira fase do estado de emergência deverá ser prolongada.

Quanto a apoios pelos bancos, António Costa referiu que estão “a trabalhar com o Banco de Portugal e a Associação Portuguesa de Bancos para usar toda a flexibilidade dada pelo Banco Central Europeu e renegociar os contratos quer com as empresas quer com os particulares” no sentido de criar uma moratória de juros e capital.

Notícia atualizada às 22h10 com mais informação

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