Coronavírus

Reino Unido reafirma apoio à OMS no combate ao coronavírus

Fotografia: Andy Rain/EPA
Fotografia: Andy Rain/EPA

Boris Johnson demarcou-se da posição já manifestada por Donald Trump, que ameaçou retirar os Estados Unidos da OMS.

O Reino Unido reafirmou o seu apoio ao trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no esforço para combater a pandemia do novo coronavírus. Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, está de acordo com a importância de uma investigação independente sobre as origens deste surto e, isso mesmo, comunicou a Tedros Ghebreyesus, diretor geral da OMS.

Boris Johnson falou no início desta semana pelo telefone com António Guterres, secretário-geral da ONU, e com o Tedros Ghebreyesus, para lhes reiterar o seu apoio no esforço para derrotar o coronavírus e na coordenação da resposta global. Boris Johnson demarcou-se assim da posição já manifestada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou retirar os Estados Unidos da OMS e suspender as contribuições financeiras a esta organização, que considerou dependente da China.

O primeiro-ministro britânico confirmou ainda que participará através de mensagem de vídeo no próximo evento das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento na Era do COVID-19, que tem como objetivo delinear uma estratégia para uma recuperação verde e equitativa após esta crise.

OMS lança fundação para garantir a saúde no mundo

A Organização Mundial de Saúde lançou esta quarta-feira uma fundação para receber donativos sem ser o dinheiro que os Estados-membros já contribuem, já que a maior parte desse bolo só pode ser usado para fins específicos. Segundo Tedros Ghebreyesus, só 20% do orçamento da OMS é de uso flexível, sendo os restantes 80% contribuições voluntárias dos membros que “só podem ser usados para programas específicos”.

A criação da fundação, uma entidade legal separada da OMS visa “aumentar a percentagem de fundos de uso flexível” e parte de “uma clara necessidade de alargar a base de doadores”, explicou o responsável.

O objetivo de receber dinheiro através da fundação continuará a ser a manutenção do “principal pilar” da atividade da OMS, de garantir acesso global à saúde, disse. Segundo Tedros Ghebreyesus, “a OMS precisava de um defensor forte, externo e independente” para alcançar os seus objetivos de promoção da saúde, argumentou.

A fundação já está a aceitar donativos através da internet em www.whofoundationproject.org e o dinheiro recolhido será para apoiar a resposta global à pandemia da covid-19.

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