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Em 2017 poderemos assistir a um apagão da Internet

Maratona de programação vai decorrer entre 10 e 12 de março. Fotografia: DR
Maratona de programação vai decorrer entre 10 e 12 de março. Fotografia: DR

Um ataque informático de larga escala, que mande abaixo a internet por 24 horas, provocaria o caos nos mercados financeiros.

O arranque do ano é propício às mais diversas previsões, em vários setores, com diferentes graus de credibilidade. Algumas merecem uma atenção redobrada, como a de James Carder. O vice-presidente da LogRhythm, uma companhia norte-americana de segurança tecnológica, acredita que, em 2017, poderemos ficar 24 horas sem Internet.

Em entrevista ao Businees Insider, o executivo justifica a previsão com os recentes ataques informáticos sofridos um pouco por todo o mundo, e que foram subindo de tom, à medida que o ano de 2016 avançava. Em outubro, vários ataques de larga escala conseguiram desligar sites de milhões de utilizadores, como o Twitter, o Spotify e o SoundCloud, durante algumas horas.

“Depois de provarem que conseguem apagar sites maciços e uma grande parte da Internet dos EUA por algumas horas, uma interrupção de 24 horas parece muito fácil de concretizar”, considera James Carter, acrescentando que “em 2017, vamos assistir a algo em grande, em alguma altura, em algum lugar”. E se tal acontecer, o vice-presidente da LogRhythm deixa o alerta: “se a Internet for abaixo, os mercados financeiros vão cair”.

Já não é a primeira previsão do género. Também a revista Fortune, na sua edição de dezembro, referiu a possibilidade de os ataques informáticos recentes se virem a acentuar ao longo de 2017. A publicação menciona que a Internet das Coisas abriu espaço a que hackers consigam mais facilmente entrar em redes.

“Com mil milhões de coisas interligadas, entrar num sistema é como um bar aberto para hackers”, pode ler-se. A Fortune afirma concordar com Jeremiah Grossman, diretor de estratégia de segurança da companhia de software de antivírus SentinelOne, que, no Twitter, comentou que os ataques de outubro poderiam ser só a ponta do iceberg.

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