Imobiliário

2018 vai trazer novo recorde: serão vendidas 170 mil casas

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Dados do Ministério da Justiça mostram que, só até maio, já foram emitidas 122 mil certidões de registo de compra e venda de residências

No mercado do imobiliário, os indicadores existentes têm apenas um sentido: de subida. Já foi assim em 2016 e em 2017 e o resultado vai repetir-se em 2018. Prova disso mesmo são as 122 317 certidões de registo de compra e venda de imóveis contabilizadas nos primeiros cinco meses deste ano. Estes dados, extraídos da base de dados dos Registos e Notariado do Ministério das Justiça e cedidos ao Dinheiro Vivo, levam a APEMIP, a associação que representa os profissionais do imobiliário, a prever que, no final deste ano, se superem as 170 mil transações de casas de habitação.

Em 2017, as 152 mil casas que mudaram de dono fizeram com que o mercado tivesse registado o melhor ano desde 2010. Em 2018, não se esperam taxas de crescimento tão acentuadas, mas a tendência é para crescer.

Pelos Registos Prediais passam todos os atos que envolvam imóveis, desde partilhas, a compras e venda, execuções, penhoras ou doações. De acordo com os mesmos dados do Ministério da Justiça, entre janeiro e março, foram observados 658 901 registos, onde se incluem os 122 317 relativos apenas a compras e vendas de imóveis – incluindo garagens, terrenos ou edifícios industriais e comerciais. Deste total, entre 67 mil a 72 mil correspondem a casas de habitação.

São estes dados que levam a APEMIP a estimar que, quando o ano chegar ao fim, terão trocado de mãos entre 165 mil a 175 mil alojamentos familiares. Serão mais 10% a 15% do que em 2017.

Casas em segunda mão

A maior parte destas transações incide sobre casas em segunda mão, já que as habitações novas que vão ficando disponíveis continuam a ser em número reduzido. A construção tem aumentado, e poderá atingir este ano as 17 mil casas (se se mantiver o ritmo observado nos primeiros três meses), mas o setor continua a alertar para a falta de ativos. Tal como o Dinheiro Vivo noticiou recentemente, tanto a APEMIP como a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) estimam que seja necessário colocar mais 70 mil casas no mercado para travar o agravamento dos preços.

É que, como assinala, Luís Lima, presidente da APEMIP, a taxa de crescimento dos preços tem subido mais do que a do número de vendas. E uma das razões para que isto aconteça está na falta de casas. “Há cada vez maior dificuldade em encontrar ativos. O stock em Lisboa e no Porto está a ficar esgotado”, refere, acrescentando que uma das soluções passa por “vender” outras zonas do país , nomeadamente cidades de média dimensão.

Este é um trabalho que já começou a ser preparado pelos mediadores imobiliários, nomeadamente junto de investidores internacionais. E um dos “trunfos” que exibem são as regras para os vistos gold que, em localizações mais no interior do país, não exigem investimentos tão elevados como sucede no litoral.

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