Professores

Mais 17 mil professores podem progredir já com faseamento

Manifestação de professores. ( Amin Chaar / Global Imagens )
Manifestação de professores. ( Amin Chaar / Global Imagens )

O número representa mais do dobro do que era esperado com as regras já antes aprovadas para os docentes que podem escolher até 31 de maio.

Os professores que optem pelo faseamento da progressão na carreira já este ano têm de informar dessa escolha até 31 de maio. Em causa está um universo potencial de 17 mil docentes, quando a estimativa, sem esta opção, apontava para 13 mil. No total poderão ser feitas 30 mil progressões, um valor que representa mais do dobro do previsto inicialmente.

Com os diplomas aprovados esta quinta-feira, dia 4 de abril, para as carreiras especiais dos magistrados, oficiais de justiça e militares das Forças Armadas e GNR, os professores também passaram a ter a opção de escolher pela progressão por fases – em junho deste ano, em junho de 2020 e em junho de 2021.

A escolha vai depender de cada caso, da “circunstância pessoal de cada profissional” sublinhou a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, acrescentando que “os docentes que tenham progredido em 2018 poderão ter mais vantagem em escolher o regime” agora aprovado. A governante lembrou, no entanto, que “o tempo recuperado é sempre o mesmo, o modelo dessa recuperação é que varia”, esclarecendo que se mantêm os dois anos, nove meses e 18 dias.

Com a solução encontrada pelo governo, o custo orçamental ronda os 40 milhões de euros este ano, cerca de 100 milhões em 2020 e um valor idêntico em 2021, totalizando 240 milhões de euros ao fim dos três anos. De acordo com o secretário de Estado do Orçamento, perto de 190 milhões é referente aos professores.

Militares da GNR também podem antecipar

Com o modelo agora encontrado para a progressão de carreiras, os militares da GNR também podem subir antes do tempo. Neste caso, são cerca de oito mil que estão potencialmente abrangidos. “De acordo com o modelo que já está em vigor, a GNR teria este ano 3.600 militares a progredirem e no próximo ano cerca de 14 mil. Com este modelo é possível antecipar, pelo menos, a 8 mil militares a progressão de carreiras”, referiu a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto.

Questionada sobre a carreira dos polícias, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna lembrou que a progressão na carreira é feita de forma diferente e não está relacionada com o tempo de serviço. “A partir de janeiro de 2018 por força do descongelamento e do sistema de avaliação da PSP progrediram na carreira quase 15 mil polícias, portanto tem um sistema próprio de avaliação que se distingue deste que assenta no decurso do tempo”, declarou.

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