Trabalho

Quase 32 mil empresas recorrem ao lay-off. 552 mil trabalhadores em casa

Fotografia: Regis Duvignau/Reuters
Fotografia: Regis Duvignau/Reuters

É o último balanço do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. 552 mil trabalhadores foram mandados para casa.

São já 31.914 as empresas que se candidataram ao lay-off simplificado, abrangendo 552 mil trabalhadores, revela este sábado o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O regime tem como objetivo ajudar as empresa a manter os postos de trabalho, numa altura em que não têm atividade, ou atividade muito reduzida por causa da pandemia de covid-19.

“As empresas que beneficiem deste apoio não podem fazer despedimentos recorrendo a despedimento coletivo ou por extinção do posto de trabalho”, relembra o ministério em comunicado.

Os setores do Alojamento, Restauração e Similares; da Reparação de Veículos Automóveis e Motociclos; e das Indústrias Transformadoras foram os que mais aderiram ao lay-off. São sobretudo microempresas, com 10 ou menos trabalhadores (cerca de 74%), e pequenas empresas com menos de 50 trabalhadores (cerca de 20%).

Do total das quase 32 mil empresas que mandaram os trabalhadores para casa, 7 398 são de Lisboa, 6 604 do Porto, 3 361 de Braga, 2 192 de Aveiro e 1 825 de Faro.

No âmbito deste mecanismo “a Segurança Social assume o pagamento de 70% de dois terços da retribuição normal ilíquida do trabalhador, até ao limite de 1.905 euros”, ou seja, paga às empresas um máximo de 1.333,5 euros do salário, que estão isentos de Taxa Social Única.

Leia também: Lay-off: Empresas podem reforçar salários acima de dois terços sem perder apoio

O ministério tutelado por Ana Mendes Godinho revela também que os números oficiais do desemprego só serão conhecidos a 20 de abril, mas os “dados preliminares apontam para um aumento marginal de cerca de 28 mil pessoas desempregadas face aos dados oficiais de fevereiro, para cerca de 321 mil pessoas”.

Adianta ainda que “foram comunicados à DGERT 59 processos de despedimento coletivo, que abrangem 843 trabalhadores. Em fevereiro foram iniciados 36 processos de despedimento coletivo relativos a 628 trabalhadores”.

 

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