crédito automóvel

321 Crédito quer estar no Top 3 do financiamento automóvel

Luís Monteiro D'Aguiar é o ceo da 321 crédito
Luís Monteiro D'Aguiar é o ceo da 321 crédito

O BPN Crédito desapareceu e deu lugar à 321 Crédito. A mais recente empresa de crédito ao consumo foi hoje apresentada no Porto e resulta da compra dos ativos do extinto BPN Crédito pela Firmus Investimentos, SA, detida pelos ingleses da Cabot Square Capital e a Eurofun, uma pequena sociedade portuguesa de private equity. E pretende assumir, já em 2016, um lugar no Top 3 das maiores instituições de crédito especializado em Portugal, com uma aposta especial no financiamento de automóveis usados.

A nova empresa nasce com 120 milhões de euros de ativos líquidos e uma situação líquida de 22 milhões. E, em apenas cinco meses de atividade – durante o ano de 2014, e enquanto decorreu o processo de compra, a empresa não foi autorizada a fazer novos contratos, limitando-se a gerir os que tinha em carteira – conseguiu já obter uma quota de mercado de 5,8% em valor e de 7,3% no número de transações. Tem 99 colaboradores e escritórios em Lisboa, Porto e Leiria. Aliás, 60% da sua carteira de negócios está no norte, e a grande aposta passa pelo desenvolvimento dos mercados a sul de Aveiro e, em especial, do Alentejo e Algarve, tendo já sido contratado um funcionário para o efeito.

No final do próximo ano, a 321 Crédito pretende ter já uma quota de mercado de 15%, correspondente a um total anual financiado de 100 milhões de euros, explicou o presidente executivo da instituição, Luís Monteiro D’Aguiar. A estratégia passa, ainda, por “investir na reestruturação e modernização do negócio” e por conseguir que a 321 Crédito “volte a ser, novamente uma das referências no mercado de financiamento automóvel” no país.

Luís Monteiro D’Aguiar adianta que, nesta fase de arranque, a 321 Crédito se centrará exclusivamente no financiamento à compra de automóveis usados, um mercado “muito mais importante do que se imagina”, diz, estimando que “por cada carro novo comprado em Portugal, vendem-se cerca de três usados”. A concorrência agressiva dos chamados bancos das marcas automóveis levam a 321 Crédito a não querer entrar nesse mercado.

“Queremos relançar a empresa na área em que é excelente e conhecida como tal”, afirma Luís Monteiro D’Aguiar, que reconhece o interesse de avançar, de seguida, no apoio à atividade exportadora. “A nossa prioridade seguinte será o ‘factoring’ e o ‘confirming’, área em que as empresas portuguesas precisam de apoio e há oportunidade para fazer bons negócios”, diz. Mas essa nova área de negócios só deverá surgir na empresa no próximo ano.

“A nossa primeira prioridade foi assegurar 100 milhões de euros para financiar a atividade atual. Iremos depois tratar do financiamento para o ‘factoring’ e o ‘confirming’. Sendo um produto de ‘revolving’, é natural que tenha necessidades de financiamento inferiores, eventual 40 ou 50 milhões de euros, mas não temos ideias precisas sobre essa matéria”, afirma o CEO da 321 Crédito, sublinhando que “há, ainda, muito a fazer na empresa antes de lá chegarmos”.

Sobre os acionistas da 321 Crédito, Luís Monteiro D’Aguiar garante que a aposta no mercado nacional da Cabot Square Capital surge numa lógica de longo prazo e que o objetivo é o de acrescentar valor. Promete uma “rotura completa com o passado” e o aproveitamento, apenas, do que de mais positivo e de qualidade a BPN Crédito tinha, ou seja, a qualidade do seu pessoal e os parceiros (pontos de venda de automóveis). O caminho que agora se inicia, como 321 Crédito, será baseado numa “política de simplicidade, eficácia e rigor, suportada por colaboradores dedicados e sistemas robustos e eficazes”. Luís Monteiro D’Aguiar promete investir “vários milhões de euros” em tecnologia.

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