OE 2016

Assunção Cristas: “É muito pouco para quem fez bandeira do fim da austeridade”

Assunção Cristas do CDS-PP, no segundo dia de debate do Orçamento do Estado. (Fotografia: Manuel de Almeida/Lusa)
Assunção Cristas do CDS-PP, no segundo dia de debate do Orçamento do Estado. (Fotografia: Manuel de Almeida/Lusa)

Futura líder do CDS lembra que em 2015, foram cobrados 39 mil milhões de impostos e em 2016 o OE prevê quase 41 mil milhões em impostos

Assunção Cristas tomou a palavra pelo CDS na declaração final do partido ao fim dos dois dias de discussão na generalidade do Orçamento do Estado, criticando o nível de redução de impostos com que o governo vai avançar.

“Em 2015, os portugueses pagaram 39 mil milhões de impostos, em 2016 o OE mostra que vão pagar quase 41 mil milhões em impostos. Convenhamos que é muito pouco para quem fazia do fim da austeridade a sua bandeira”, disse.

A futura líder do CDS disse que o OE “foca apenas no emprego público” e que aumenta a clivagem entre privados e públicos. “Por fim é o Orçamento da grande omissão, omitindo a economia e o emprego”, negando que o documento vire a página da austeridade, mas assegurando que “queimou a da estabilidade”.

Como alternativa, Assunção Cristas apontou que o CDS é “pela prudência” e pelo “gradualismo” e assegurou que o seu partido apresentará medidas que “defendem isso mesmo”.

Já antes, a deputada democrata-cristã tinha evocado a falta de um apoio claro ao documento que esta tarde será aprovado: “Quem apoia e quem defende este OE? É chutado de um lado para o outro, faz lembrar as crianças num recreio: quando há um disparate nunca ninguém teve a culpa, nunca ninguém é responsável. Foi mais ou menos isto que vimos segunda-feira. O PS a dizer que gostava do esboço e que a culpa era da CE, e o BE, PCP e PEV cada um sacudindo água do capote.”

Ainda recorrendo à mesma imagem, a futura líder do CDS apontou que o seu partido não quer que o Orçamento falhe, já que “se este OE falhar, é porque o país estará seguramente pior que o país que encontrou em novembro de 2015. Não é esse o meu desejo”, assegurou. Contudo, pediu responsabilização e cabeças caso a o OE falhe: “Mas se correr mal só peço aos quatro pais deste orçamento que assumam responsabilidades e não façam como as crianças na escola.”

Assunção Cistas criticou ainda a opção pela subida dos impostos indiretos ao invés de mais impostos diretos. “Não mexe nos impostos que variam consoante capacidade de cada contribuinte, mexe nos outros, aqueles em que todos pagam por igual independentemente dos rendimentos. Isto é justo ou lógico? Mas não parece que esquerdas estejam muito incomodadas com isto.”

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