5G: 'Roaming' nacional total "pode funcionar como canibalização" da rede

O secretário de Estado Adjunto e das Comunicações considerou hoje que o 'roaming' nacional total, previsto no projeto de regulamento do leilão do 5G, "pode funcionar como canibalização" da rede de telecomunicações de quem investe sem investimento correspondente.

Alberto Souto de Miranda está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda "a propósito da concorrência no setor das telecomunicações e os seus efeitos na implementação do 5G em Portugal".

Questionado sobre o tema, o governante afirmou que "o 'roaming' nacional é muito útil para situações de emergência".

"Estamos aliás a trabalhar nisso com a Anacom ", acrescentou Alberto Souto de Miranda.

"Em relação ao 'roaming' nacional total não existe em nenhum país, existe por zonas geográficas", referiu o governante.

O que "nos parece é que o 'roaming' nacional pode funcionar como canibalização da rede de quem investiu sem os investimentos correspondentes", afirmou Alberto Souto de Miranda.

"A prazo isto é um incentivo a que mais ninguém invista porque se eu investir e os outros vão canibalizar a minha rede, não invisto mais", considerou o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações.

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