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FED não deve subir taxas de juro na próxima semana

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Próxima reunião ocorre a 20 e 21 de setembro e governadores estão divididos sobre o caminho a seguir.

a Reserva Federal Norte-americana não deverá subir as taxas de juro já na próxima semana, mesmo com os sinais de retoma económica nos Estados Unidos.

A governadora da FED Lael Brainard defendeu que a FED deve evitar retirar o apoio à economia de forma demasiado abrupta, num comentário que solidificou a visão de que a reserva federal não mexerá nas taxas.

Brainard avisou que quer ver uma tendência mais consolidada nos Estados Unidos e provas de que a inflação está a subir antes de mexer nas taxas e que os Estados Unidos ainda parecem vulneráveis à fraqueza económica a nível global, segundo a Reuters.

A responsável afirmou ainda que o mercado de trabalho ainda não está com toda a sua força, retirando urgência a uma subida do preço do dinheiro.

A FED vai reunir a 20 e 21 de setembro e os decisores vão para o encontro divididos: alguns estão preocupados que as baixas taxas de juro puxem pela inflação e outros defendem que a FED não deve apressar-se numa subida de taxas.

Apesar do tom mais confiante da presidente da FED, Janet Yellen, depois do último encontro em Jackson Hole os bancos centrais têm tido prudência nas suas decisões.

Na passada semana, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro inalteradas e Mario Draghi desiludiu o mercado ao não anunciar novas medidas de quantitative easing ou um reforço do programa de compra de ativos do banco central. O presidente do BCE antecipou, contudo, que os comités do BCE estão a estudar alternativas para a compra de ativos caso o plano continue até depois de março de 2017 para haver ativos disponíveis para compra. Pelo contrário, o Banco do Japão reforçou os estímulos dados à economia nipónica.

A FED subiu as taxas de juro em Dezembro do ano passado, depois de quase 10 anos sem alterações, e previa quatro mexidas este ano mas a queda do preço do petróleo, o abrandamento económico da China e as preocupações com a economia a nível global adiaram as mexidas, apesar dos sinais positivos nos dados de emprego e crescimento económico nos Estados Unidos.

 

 

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