68% dos trabalhadores assumem dificuldades em gerir o stress

A falta de segurança sentida pelos trabalhadores e a ineficiência da comunicação dentro das organizações são os grandes desafios a resolver.

A grande maioria dos trabalhadores (68%) tem dificuldades em se adaptar a situações adversas, em gerir o stress e em manterem-se motivados. Apenas 32% dos profissionais são resilientes, concluiu o Rising Resilient Report 2020 da Aon. A pouca resiliência dos colaboradores prende-se com sensação de insegurança no emprego, falta de sentimento de pertença à empresa e ausência de motivação.

Segundo o estudo, 42% dos colaboradores afirmam não se sentir seguro no seu local de trabalho, 55% consideram não nutrir sentimento de pertença e 52% não sentem que podem alcançar o seu potencial. A insegurança no trabalho que os colaboradores registam deve-se ao ambiente económico (42%) e a fatores controlados pelo empregador (50%).

Na altura em que o mundo vive, com uma crise sanitária histórica, as empresas "capazes de proporcionar essa sensação de segurança podem tornar-se referências de estabilidade e, assim, garantir uma maior taxa de retenção do seu talento", alerta Joana Brito, consultora da Aon Portugal.

A responsável sublinha que 79% de trabalhadores inquiridos que se sentem seguros no emprego "afirmam poder permanecer com esse mesmo empregador num futuro próximo”.

"Em plena pandemia mundial, organizações que priorizam as suas forças de trabalho, criando ambientes laborais que promovem segurança, motivação e sentido de propósito, são aquelas que mais preparadas estão para enfrentar desafios e maior probabilidade têm de prosperar", reforça ainda.

Os indicadores da pouca preparação dos trabalhadores para enfrentarem situações adversas mostram que "o aumento do nível de investimento na implementação de programas de apoio à saúde e bem-estar dos colaboradores, ainda que bastante positivo a vários níveis, não está a mostrar-se suficiente para que as empresas consigam atingir níveis satisfatórios de resiliência".

E isto quando 80% dos empregadores considerarem que os programas de saúde e bem-estar são benéficos para as empresas a longo prazo, avança o estudo desenvolvido com a participação de líderes e consultores organizacionais da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África).

Segundo o Rising Resilient Report, é na comunicação que deve estar o foco para alterar a perceção dos trabalhadores e aumentar o nível de resiliência. Por exemplo, o relatório identifica que só 18% dos empregadores não oferecem programas de bem-estar emocional, mas cerca de 44% dos colaboradores acreditam a sua empresa não têm nenhuma iniciativa disponível nesta área.

"É preciso gerar engagement junto dos trabalhadores, nomeadamente através de ferramentas de comunicação interna que permitam criar um ciclo de feedback regular, essencial para a empresa avaliar com frequência as necessidades da sua força de trabalho", defende Joana Brito.

 

 

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