7 pedidos que parecem mentira

ng3090674

“O cliente tem sempre razão”. No Dia Mundial dos Direitos do Consumidor pareceu-nos bem começar assim o texto. Quem nunca
teve de pedir o livro de reclamações ou enviar uma carta a queixar-se de uma
situação que o deixou descontente? Nem tudo são histórias negativas e há
empresas que sobressaem pela criatividade. Aqui contamos alguns desses casos: desde alguém que foi ignorado por uma empresa e que
se vingou nas redes sociais a respostas que se tornam virais e dão publicidade gratuita às companhias.

United Airlines: partiram a guitarra, ele partiu a loiça

Já ouviu falar em Dave Carroll? A
América já… e muito. Carroll era mais um passageiro da United Airlines rumo ao Nebrasca que viajava com uma guitarra. Na escala entre voos, em Chicago, notou
que a sua guitarra estava partida. O passageiro dirigiu-se, então, aos
funcionários do aeroporto, mas a indiferença e a inércia desarmaram-no.

O que
decidiu fazer Dave Carroll, músico? Compor e escrever uma canção a queixar-se da companhia aérea, com o título “United Breaks Guitars”
(“A United parte guitarras”), que colocou no YouTube. Desde 2009, o vídeo
já teve quase 13 milhões de visualizações. Haverá pior do que este tipo de
exposição para uma empresa? Dificilmente. A companhia aérea tentou recompensar
o cliente insatisfeito, mas este sugeriu que doassem o dinheiro a uma instituição
de caridade. Carroll é agora mais do que um cantor, é orador em palestras
sobre o poder das redes sociais, tema sobre o qual também escreveu um livro. Veja aqui a música de Dave Carroll

Se um feedback negativo a um cliente insatisfeito é
demasiado perigoso para uma empresa, o contrário pode ser um caso de sucesso de
marketing e publicidade gratuita.

Sainsbury: pão de girafa sff

A Sainsbury, empresa de supermercados, é um caso de sucesso
das redes sociais. Em junho de 2011, Lily Robinson, de três anos, enviou uma
carta a questionar por que razão o “pão tigre” não se chamava “pão
girafa”. Chris King, do departamento do serviço ao consumidor, respondeu assim:
“Muito obrigado pela tua carta. Eu acho que mudar o nome para “pão girafa” é
uma ideia brilhante – as manchas parecem muito mais de uma girafa do que de um
tigre, não é?” King assinou a carta com um “Chris King (27 anos e 1/3)”, em
resposta à assinatura de Lily, que depois do seu nome colocou “3 anos e meio
(1/2)”. O funcionário juntou ainda um cartão do supermercado, com pouco mais de
três euros, o suficiente para comprar cerca de quatro pães.

Resultado? Muitos likes nas redes
sociais e, claro, uma aproximação das pessoas à marca. Ah! O pão chama-se agora “pão
girafa”, como a pequena Lily queria. Chris King abandonou pouco depois o
Sainsbury para regressar à universidade, para frequentar um curso de educação infantil. Veja aqui a história e as imagens

BodyForm: a queda de um mito

E que dizer do anúncio da BodyForm em resposta a um
comentário no Facebook? Richard Neill demonstrou a sua insatisfação na página da marca porque
se sentiu enganado relativamente à menstruação. Todos aqueles anúncios
sobre o conforto e boa disposição das mulheres naquela altura do mês fizeram Richard Neill sentir-se defraudado quando arranjou namorada e se deparou com uma realidade diferente – e queixou-se. Como
respondeu a marca? Com “a verdade”. O vídeo tem quase quatro milhões de
visualizações.

Veja aqui

Pizzaria Mellow Mushroom: sai uma pizza em forma de
coração

Esta é a história de um soldado norte-americano que quis
fazer uma surpresa à sua cara-metade. Shawn Fulher estava em serviço no
Afeganistão e lembrou-se de encomendar uma pizza da Mellow Mushroom para a sua mulher, no dia do seu aniversário. O que decidiu fazer a pizzaria? Enviou uma pizza em
formato de coração, flores e balões, sem cobrar despesas extra. O gesto, tenha sido
um agradecimento ao soldado, tenha sido um ato de puro marketing, ganhou protagonismo
e chegou a aparecer no noticiário da ABC News.

Veja aqui

Lego: a marca que fala com mestres da ficção

A marca dinamarquesa também tem um episódio engraçado graças
a uma carta escrita por um rapaz. Luka Apps, de sete anos, tinha poupado todo o
dinheiro que recebeu no natal para comprar o Ninjago Ultra Sonic Raider, que
incluía alguns bonecos e naves espaciais. Depois de uma ida às compras, Luka
reparou que tinha perdido uma das figuras. Decidiu, então, escrever para a Lego.
Explicou que não ouviu o conselho do pai, que lhe dissera para não levar os
bonecos para o supermercado, e perdera um deles. No fim, prometeu nunca mais
perder nenhum.

A Lego respondeu, afirmando que tinha falado com
um mestre do Ninjago: “Luka, eu disse ao Sensei Wu que perder o Jay foi um mero
acidente e que nunca mais vais voltar a permitir que tal aconteça. Ele disse-me
para te dizer isto: ‘Luka, o teu pai parece um homem muito sensato. Tens de proteger
sempre o teu ninjago (…).'” A resposta terminou com um “ouve sempre o teu pai”.
A Lego enviou o boneco que faltava, e ainda outros. Segundo um artigo da Forbes, esta
ação traduziu-se em muita publicidade para a Lego.

Luka ficou famoso e até já tem uma conta no Twitter com 288
seguidores.

Samsung: a história do dragão e do canguru

Este é um caso para testar o sentido de humor. Tudo
se passou no Canadá, onde um cliente da Samsung decidiu escrever na página do
Facebook da marca que era um cliente fiel, com inúmeros aparelhos da marca, e
que, por isso, gostava de ter um telemóvel topo de gama de borla. No fim, desenhou
um dragão a cuspir fogo e escreveu: “Anexei um desenho de um dragão que
desenhei para vocês. Tenham um grande dia.” A ligação entre o pedido e o desenho não deixa de intrigar.

A Samsung não deixou este fiel cliente sem
resposta. Começou por agradecer o interesse de Shane e explicou-lhe que não podiam
entregar telefones de borla a quem pedisse, porque provavelmente ficariam sem exemplares para venda. A marca sul-coreana fechou com chave de
ouro: “Dito isto, o seu desenho do dragão é épico, por isso devolvemos o favor.
Em anexo está o desenho de um canguru num monociclo”.

Como acabou a história? A Samsung enviou o telefone que
Shane pedira… com o desenho do dragão gravado na capa.

Veja o famoso dragão

Bradesco: Fernando Pessoa 2.0

O brasileiro Mauro Junior escreveu na página do Facebook do
Banco Bradesco uma solicitação para obter um novo cartão. Até aqui nada de
novo, a não ser a forma como a escreveu: com versos. O poema começava assim: “Banco
Bradesco querido, Quisto por mim e os meus, Tens sua morada paulista, Bem na
Cidade de Deus…”. A resposta do banco foi, pasme-se, na mesma moeda: “Mauro
querido cliente, Pra você ter outro cartão, à sua agência deve ir pessoalmente…”

Em conjunto, os poemas obtiveram mais de dois mil “likes”.

Veja os poemas completos

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, durante a sua audição na Comissão de Saúde, na Assembleia da República, em Lisboa, 27 de fevereiro de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

ADSE já enviou novas tabelas de preços aos privados para negociação

Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu. REUTERS/Kai Pfaffenbach

BCE discutiu pacote de medidas para estimular economia na reunião de julho

Hotéis de Lisboa esgotaram

“Grandes” eventos impulsionaram aumento dos preços na hotelaria em junho

Outros conteúdos GMG
7 pedidos que parecem mentira