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72% prefere comprar no comércio local. 18% recebeu leite em casa no confinamento

Lisboa, 20/01/2017 - Padaria Gleba em Lisboa, que utiliza um método artesanal para fazer o pão. 
O padeiro Diogo Amorim
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Lisboa, 20/01/2017 - Padaria Gleba em Lisboa, que utiliza um método artesanal para fazer o pão. O padeiro Diogo Amorim (Gerardo Santos / Global Imagens)

68% dos portugueses a manifestar a intenção de continuar no desconfinamento a fazer as suas compras localmente , segundo o estudo da Mastercard.

A pandemia do covid-19 levou à redescoberta do comércio local pelos consumidores nacionais, com 72% dos portugueses preferem comprar nos ralhos, padarias e mercearias locais durante o período do confinamento, segundo um estudo da Mastercard. A pandemia fez ainda ‘renascer’ velhos hábitos de compra: 18% recebeu leite em casa durante o confinamento e 16% manifestou a intenção de manter o serviço.

“Os tempos que vivemos durante o período de confinamento mudaram a forma como fazemos as nossas compras. Além do crescimento significativo das compras online e dos pagamentos contactless, também verificámos que os consumidores estão a privilegiar a aquisição de produtos de confiança, nas suas comunidades locais”, afirma Paulo Raposo, diretor geral da Mastercard em Portugal, citado em nota de imprensa,

“Esta relação local com o comércio desempenha um papel importantíssimo no fornecimento de bens e serviços e na recuperação das economias, mas também tem um papel mais abrangente relacionado com o apoio e o estímulo ao próprio espírito comunitário. Perspetiva-se, neste período difícil, que esta fidelização local aumente e permaneça em toda a Europa, à medida que regressemos a alguma normalidade”, refere o responsável da Mastercard.

Talhos, padeiros e mercearias locais estão entre os negócios que obtiveram o maior impulso nas respetivas atividades desde o período de confinamento, com 72% dos inquiridos a preferir fazer compras no comércio local para ajudar as respetivas comunidades, tendo quase metade (45%) recorrido a novas lojas e fornecedores locais durante o período de confinamento, revela o estudo feito pela Fly Research, para a Mastercard. Realizado em junho, o estudo contou com uma amostra representativa de 10 mik pessoas, residentes em 16 países, incluindo Portugal.

O estudo indica que a tendência de comprar no comércio local se mantenha, mesmo depois de todas as restrições terem sido levantadas, com 68% dos portugueses a manifestar a intenção de continuar a fazer as suas compras localmente.

Padarias, Mercearias, Cafés, Restaurantes, Talhos, Barbeiros/Cabeleireiros, Lojas de roupa independentes, Drogarias/Lojas de hardware, Papelaria local e Livrarias independentes estão no top 10 dos tipos de comércio local em que os consumidores manifestam interesse em continuar a fazer compras agora com o desconfinamento.

Os laços com a comunidade local parecem também ter aumentado. Quatro em cada cinco (81%) dos inquiridos dizem que “os últimos meses os tornaram mais solidários, com mais de metade (51%) a assumir um maior sentimento de pertença à comunidade”, diz a Mastercard.

“À semelhança do que acontece por toda a Europa, um em cada três portugueses (31%) afirma ter ganhado o hábito de cumprimentar os seus vizinhos e 24% dizem que conhecem agora o nome dos proprietários das lojas locais”, refere o estudo.

“Mais de metade (59%) dizem sentir saudades de frequentar cafés de bairro, com 44% a afirmar frequentá-los com maior frequência num futuro próximo para os ajudar a recuperar. Também, um em cada três (39%) disse que desfrutou de uma cerveja assim que o seu café local abriu portas”, indica ainda o estudo.

Prevê-se também uma recuperação gradual de negócios como cabeleireiros e barbeiros: 57% aguarda por uma ida ao cabeleireiro local, em vez de tentar cortar o cabelo com a ajuda da família ou amigos.

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