Habitação

788 euros separam o Algarve da Beira Baixa na avaliação das casas

(Fotografia: André Vidigal/ Global Imagens)
(Fotografia: André Vidigal/ Global Imagens)

Desde março de 2017 que o preço por metro quadrado está a valorizar-se em Portugal. Valor fixou-se em 1256 euros em abril deste ano.

O preço médio das casas voltou a subir, em abril, para um máximo de sempre. O gabinete de estatísticas nacional mostra que no quarto mês deste ano, uma casa de 100 metros quadrados valia, em média, 125,6 mil euros em Portugal. É um aumento de 7,3% face ao mês de março e um recorde absoluto no valor atribuído pelas avaliações para efeitos de atribuição de crédito bancário.

Na prática, o valor médio por metro quadrado fixou-se nos 1256 euros, mais nove euros do que no mês anterior. Mas o país também anda a velocidades diferentes no que diz respeito à avaliação do preço das casas.

No Algarve, a região mais valiosa do País, a avaliação aponta para 1658 euros por metro quadrado. Isto é, uma casa de 100 metros quadrados vale, em média, 165,8 mil euros. Lisboa vem logo atrás, com os valores a situarem-se nos 1530 euros por metro quadrado. O INE destaca ainda que a Madeira (1361 euros/m2), Porto (1248 euros/m2) e Alentejo Litoral (1242 euros/m2) apresentam avaliações superiores à média nacional.

Mas também há regiões onde os preços se apresentam estáveis e inferiores a esta média. Na Beira Baixa (870 euros/m2) e nas Beiras e Serra da Estrela (871 euros/m2), os valores praticados são os mais baixos do País e, se no primeiro até houve uma subida, no segundo caso, os valores estabilizaram.

Na prática, o INE mostra que há uma diferença de 788 euros por metro quadrado no preço praticado no Algarve e na Beira Baixa no âmbito das avaliações bancárias, que servem para a atribuição de crédito.

O INE revela que, quando comparado com março, o valor médio de avaliação dos apartamentos subiu 13 euros, para 1 333 euros/m2 . Nas moradias, o valor médio de avaliação subiu 3 euros, para 1 131 euros/m2 . A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma da Madeira (3,0%), e a menor na Área Metropolitana de Lisboa (0,2%).

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