Energia

Macron em Lisboa em 2018 para debater interligações energéticas

(Foto: Reuters/Philippe Wojazer)
(Foto: Reuters/Philippe Wojazer)

Com melhores interligações elétricas, Portugal e Espanha podem optar pela possibilidade de poderem comprar energia mais barata ao centro da Europa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, irá deslocar-se a Portugal no início de 2018 para participar numa cimeira sobre interligações energéticas. A visita foi anunciada esta sexta-feira no final de um almoço de trabalho do primeiro-ministro português, António Costa, com o novo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris.

“É muito importante que os países tenham vontade de, dialogando, aprofundar a questão das interligações”, disse ao Dinheiro Vivo o secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches, admitindo que “há dificuldades nas interligações entre a Península Ibérica e o resto da Europa”, nomeadamente França. Por isso mesmo, sublinhou, “é positivo este diálogo entre os três países” e a Comissão Europeia, que terá lugar em Lisboa no próximo ano.

“É com muita esperança que olhamos para esta cimeira porque estas questões podem concretizar o aprofundamento do mercado europeu de energia e das interligações”, disse Seguro Sanches, acrescentando que que dessa forma “os preços baixam e todos ganham com isso”.

Com melhores ligações a França e a outros países, “Portugal e Espanha podem optar pela possibilidade de poderem comprar energia mais barata ao centro da Europa. Com um ganho enorme para consumidores porque o mercado vai funcionar melhor”, disse ainda, referindo o enorme potencial renovável de Portugal e Espanha, um “incentivo para continuar a apostar” nas interligações. Até ao final do ano ficará também concretizada a nova interligação elétrica entre Portugal e Marrocos.

Costa quer reforço das interconexões com o resto da Europa

“Espero por ti em Lisboa”, afirmou António Costa no final da declaração conjunta com o chefe de Estado francês, em referência à cimeira (que juntará à mesma mesa Portugal, Espanha, França e Comissão Europeia) sobre interligações energéticas, que deverá acontecer no início do próximo ano.

António Costa declarou que Portugal e França pretendem avançar “em conjunto na concretização dos ambiciosos objetivos do acordo de Paris”, que considerou “essenciais para controlar as alterações climáticas”.

“É fundamental termos um melhor ‘mix’ energético e o reforço das interconexões entre a Península Ibérica, a França e o resto da Europa ajudará certamente todos a termos uma energia mais limpa, mais segura e, desde logo, contribuir para o objetivo do governo francês de reduzir em 50% a utilização da energia nuclear”, afirmou o primeiro-ministro português.

António Costa acrescentou que “este é um excelente exemplo de como pondo em comum as oportunidades que cada um tem” se pode “realizar em conjunto uma Europa melhor para todos”, sublinhando que uma “Europa renovada” passa pela capacidade de “saber gerir os grandes desafios globais, sejam as alterações climáticas, sejam a globalização económica”.

Emmanuel Macron afirmou, por seu lado, que Portugal pode contar com a França e disse que irá à cimeira “com muito prazer”.

“Pode contar com o meu compromisso para que possamos progredir nesta matéria. Daqui até ao início do próximo ano, teremos a oportunidade de formular propostas concretas num nova cimeira que fará com que iremos a Portugal com muito prazer”, declarou.

O Presidente francês esclareceu que falaram, ao almoço, das “interconexões energéticas, tema importante para Portugal e para a Espanha que permite estruturar melhor o mercado europeu da energia”, destacando que acredita “profundamente” nesse mercado europeu e assumindo que “a França tem um papel esperado”.

A última cimeira sobre interligações energéticas aconteceu em Madrid, em 2015.

Com Lusa

 

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