92% das empresas estavam a funcionar na primeira quinzena de fevereiro

Dados do inquérito rápido às empresas sobre a Covid-19 dão conta de que, na primeira quinzena do mês, 92% das empresas estavam em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente. Este valor está 10 p.p acima da percentagem de empresas a laborar na primeira quinzena de abril de 2020, no primeiro confinamento.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) divulgaram os dados sobre o Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE) esta sexta-feira, 26.

De acordo com estes dados, na primeira quinzena de fevereiro, 92% das empresas em Portugal estavam a funcionar e em produção, mesmo que de uma forma parcial. Esta percentagem de empresas a laborar está 10 p.p acima dos 82% do primeiro confinamento (primeira quinzena de abril de 2020). Por setor de atividade, a quase totalidade das empresas de indústria e energia e de informação e comunicação mantiveram-se em funcionamento.

A percentagem de empresas que encerrou temporariamente baixou neste confinamento: em abril de 2020 rondava os 16% e já este ano baixou para 7%. Mais de um terço das empresas inquiridas do setor de alojamento e restauração (36%) estava temporariamente encerrada.

A percentagem de empresas que encerrou definitivamente manteve-se (1%), com destaque para o setor de alojamento e restauração ou comércio.

Já sobre o efeito da pandemia na redução do volume de negócios, 62% das empresas inquiridas dava conta de uma redução no volume de negócios, comparando com o mesmo período de 2020, ainda antes de a pandemia chegar a Portugal. Feita a comparação com a primeira quinzena de confinamento em abril de 2020, é notória uma redução de 19 p.p, já que na altura 81% das empresas inquiridas dava conta de redução de volume de negócios.

43% das empresas indicaram que, na primeira quinzena de fevereiro, registaram um volume de negócios semelhante ao do primeiro confinamento. Já quase um quarto das inquiridas apontava um volume de negócios acima do registado em abril de 2020.

Mais de dois terços das empresas (68%) estimam conseguir permanecer em atividade por um período superior a seis meses, mesmo na ausência de medidas adicionais de apoio e nas circunstâncias atuais. Este valor está significativamente acima das respostas dadas no primeiro confinamento. Na altura, só 25% das empresas acreditava neste cenário, sendo notória uma subida de 43 p.p.

Se inicialmente o inquérito era feito com uma periodicidade semanal, a partir de maio passou a ser divulgado quinzenalmente, até à suspensão entre agosto e outubro de 2020. Com o surgimento da terceira vaga e consequente confinamento já este ano, o INE e o BdP realizaram uma nova edição do inquérito, entre os dias 12 a 21 de fevereiro.

Com 5 500 empresas inquiridas, 32% das organizações consideravam que o volume de negócios voltaria "ao normal num intervalo médio de 10,1 meses". Já 10% das empresas consideravam que não vão conseguir voltar ao nível normal.

Mais de um terço das empresas reduziu pessoal

O inquérito questiona as empresas sobre a redução que fez no número de trabalhadores. Na primeira quinzena de fevereiro, 38% das empresas registou uma redução no pessoal a trabalhar durante o período analisado. Trata-se de uma redução de 22 p.p, a comparar com os 60% de empresas que reduziram pessoal no primeiro confinamento.

Mais de metade das empresas (58%) tinha um número de trabalhadores em lay off ou apoio à retoma progressiva, na primeira quinzena de fevereiro.

Em relação ao teletrabalho, 58% das empresas tinham pessoas em teletrabalho na quinzena analisada. Note-se que, no caso de 14% das empresas, estas tinham mais de 75% dos trabalhadores neste regime. Por setor, a área de informação e comunicação tem a maior percentagem de trabalhadores em teletrabalho (86%).

Já 42% das empresas referia que não tinha pessoas em teletrabalho na primeira quinzena de fevereiro.

Comparando com o primeiro confinamento, em abril de 2020, a grande maioria das empresas manteve o mesmo número de trabalhadores neste regime de trabalho. Ainda assim, 17% das empresas inquiridas afirmavam ter em 2021 um número superior de trabalhadores em teletrabalho; já 10% reduziram o número de trabalhadores em teletrabalho em 2021.

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