97% dos portugueses fazem férias em território nacional

Os gastos que os portugueses pretendem fazer com as férias estão 32% abaixo do ano passado, situando-se agora nos 900 euros em média

A pandemia de covid-19 influenciou por completo a escolha dos destinos de férias dos portugueses – o próprio Governo desaconselha idas para fora da Europa. E isso reflete-se na vontade expressada no mais recente inquérito do Observador Cetelem: 97% admitem ficar por terras nacionais "devido à situação pandémica que o país e o mundo atravessam e devido à incerteza que ainda existe sobre fronteiras", segundo um inquérito realizado pelo Observador Cetelem. E 98% vão fazer férias em Portugal e no estrangeiro.

Nesta análise das intenções de férias dos portugueses, 26% dizem que planeiam ir de férias até agosto e 37% ainda não sabem se aproveitarão ou não estes primeiros meses do verão para descansar – uma incerteza que se poderá justificar por muitos portugueses estarem ainda a certificar-se de que estão reunidas as condições para poderem fazê-lo já ou se irão deixar para mais tarde. São os inquiridos entre os 25 e 34 anos e os trabalhadores por conta de outrem que, neste momento, constituem a maioria daqueles que estão a considerar ir de férias durante estes próximos meses.

No top das preferências, para 67% dos inquiridos a praia continua a ser o destino de eleição, seguindo-se o campo, para 27%. Esta é a escolha preferida entre os 65 e os 74 anos (84%). Já 34% dos portugueses escolhem passar as suas férias de verão na cidade.

As casas alugadas, secundárias ou de familiares são a escolha do local onde 74% daqueles que pretendem fazer férias fora da sua residência habitual (que são 64%) vão ficar hospedados. Apenas 7% dos inquiridos planeiam ficar em alojamento local e 5% em hotéis.

Outro dos sinais de incerteza, à luz do contexto atual, é que 70% dizem que não pretendem fazer reservas, deixando a escolha para a última da hora. Já aqueles que indicam que preferem fazer reserva, 18% opta pelo registo online, 8% recorrem a agências de aluguer de casas e 2% a agências de viagens online ou similares.

Os gastos que os portugueses pretendem fazer com as férias estão 32% abaixo do ano passado, situando-se agora nos 900 euros em média. Os que tencionam ficar em casa não tencionam ir além dos 320 euros.

Este inquérito foi realizado entre 20 de maio e 1 de junho, a 1000 indivíduos em território nacional continental, de ambos os sexos, entre os 18 e os 74 anos.

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