Turismo

A bordo do navio Sagres. Douro e Trás-os-Montes seguem a rota de Magalhães

Luís Marques, presidente da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes. Foto: Rui Manuel Ferreira/Global Imagens
Luís Marques, presidente da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes. Foto: Rui Manuel Ferreira/Global Imagens

A região do Douro e Trás-os-Montes vai realizar mais de uma dezena de ações para promover o turismo a bordo do Navio Escola Sagres.

O Navio Escola Sagres vai ser o cenário de uma ação de promoção do Douro e Trás-os-Montes no mercado brasileiro. É já esta sexta-feira que um conjunto de empresas turísticas da região, com atividades em áreas como a hotelaria, agências de viagens e de produção de vinho e artigos regionais, vai dar a conhecer as potencialidades do território a bordo do histórico navio português, atracado no Rio de Janeiro no âmbito das comemorações do V Centenário da Circum-Navegação de Fernão de Magalhães. Esta é uma das paragens do Sagres e a primeira ação de promoção da região. Outras 15 se seguirão ao longo da rota de Fernão de Magalhães.

Segundo Luís Marques, presidente da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR), as empresas têm também eventos promocionais agendados para Buenos Aires, Montevidéu, Cidade do Cabo, Maputo, Singapura, Tóquio, Xangai, Díli, Jacarta, Cebu, Punta Arenas, Honolulu, Valparaíso, Cartagena das Índias e Callao. Este projeto, que agrega também outros parceiros das regiões Norte, Centro e Alentejo, visa aproveitar a notoriedade do Navio Escola Sagres e as suas várias escalas na rota de Magalhães para promover estes territórios, abrir novos canais de exportação e reforçar a internacionalização.

O Douro e Trás-os-Montes está prestes a atingir a fasquia do um milhão de dormidas anuais, tendo vindo a registar sucessivos crescimentos. Com a ajuda do mítico navio português, que estará por estes mares já navegados durante mais de um ano, Luís Marques perspetiva um crescimento do turismo na região. Para além do natural mercado nacional, a AETUR quer incrementar a visita de espanhóis (o principal país emissor de visitantes) e de brasileiros, mas também de outras nacionalidades, num momento em que começam a emergir os turistas norte-americanos.

Como realça o presidente da AETUR, “a região tem um enorme potencial para o turismo – o vinho, a montanha, o património” e “uma das lutas que travamos é trazer os turistas, que chegam ao país pelo Porto, até ao Douro e Trás-os-Montes”.

Região em crescimento
O Douro tem registado um incremento da oferta turística quer ao nível da hotelaria quer do turismo de habitação e rural, valendo quase metade das dormidas da região transmontana. Segundo informações do Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Douro dispõe de 39 unidades de alojamento, num total de 2.468 camas, registando um incremento constante desde 2016.

O interesse no território sente-se também no crescente investimento no turismo de habitação e rural. Em 2018, verificou-se um aumento de 10,7% no número de unidades, para 113, e de 8,5% de camas turísticas, para 1384. As dormidas estão já próximas do meio milhão, com uma taxa de crescimento de 143% entre 2011 e 2018.

De acordo com os dados das comunidades intermunicipais do Alto Tâmega e Trás-os-Montes, este território tem 219 unidades de alojamento entre hotéis, turismo de habitação e rural, que respondem por 5633 camas. Em 2018, registou 456.321 dormidas, um crescimento de 6%.

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