entrevista

“A desigualdade é o grande problema desta crise”

João Moreira Rato, charmain do Banco CTT.
(Foto: Paulo Alexandrino/Global Imagens)
João Moreira Rato, charmain do Banco CTT. (Foto: Paulo Alexandrino/Global Imagens)

Economista e chairman dos CTT, João Moreira Rato considera Centeno uma boa escolha para o BdP.

O economista está preocupado com a questão social, mas acredita que temos instrumentos para sair bem da crise. Não vê com bons olhos uma TAP gerida pelo Estado, mas elogia a escolha de Mário Centeno para o Banco de Portugal

Vivemos uma crise sem precedentes e que no fim do ano ainda deve piorar com o fim dos lay-offs, moratórias, etc. O que é mais preocupante nesta crise?
O problema de desigualdade é muito preocupante, porque o vírus afeta muito mais as profissões de baixo valor acrescentado, as famílias mais pobres, as pessoas que não se habilitam facilmente ao subsídio de desemprego. Esse é o grande problema, a questão social, porque de resto os mercados reagiram lindamente…

Nas fatias de cima não há tanto impacto…
Quem tem ativos financeiros é quem é menos atingido pela crise. No imobiliário também não se antecipa grande impacto… Portanto quem sai pior disto são os que trabalham em atividades de baixo valor acrescentado e em setores muito específicos, como o lazer, o turismo, o desporto. Esse é o problema maior, a distribuição de riqueza. Na verdade, quando a doença desaparecer, estaremos numa situação melhor que nunca, com muito mais apoios públicos, uma política monetária muito mais acomodatícia, por isso teremos condições para nos levantarmos muito mais rápido.

E essa política orçamental utra-expansionista vai durar?
Este plano de reconstrução europeia vai durar três ou quatro anos.

Mas isso chegará – sobretudo para Portugal se levantar?
As estimativas que temos para Portugal são de recebermos 35 mil milhões de euros, são 17% do PIB a chegar em três anos… e é dinheiro que não é para pagar dívida, é para gastar. Na altura do plano da troika, havia uma parte de apoio que era para rolar dívida – e essa parte neste caso está assegurada pelo BCE.

O papel do BCE é fundamental.
Sim, o programa de compra de dívida do BCE é impressionante e vai durar até ao verão que vem. No mínimo… a probabilidade de durar mais é enorme. E temos as taxas de juro a 0,4%. Isso também ajuda a explicar este desfasamento entre a reação do mercado e as preocupações que se sentem na sociedade.

O mercado avaliou positivamente as medidas.
Sim, porque elas têm vários tempos. Temos as medidas para lidar com os problemas do confinamento – lay-off, empréstimos às empresas, moratórias –, que pretendem manter empresas e famílias vivas, para assegurar que não se de destrói demasiado emprego e capacidade produtiva e que as famílias ficam à tona de água. Depois, há as de transição (como o PEES, algumas do PSD, etc.), que visam normalizar a economia. E por fim temos as medidas pós-vírus, o fundo de reconstrução, que teve uma resposta ótima na Europa. O mercado está otimista e faz sentido porque abre-se aqui imensos precedentes, este fundo de reconstrução – que abre a hipótese de se financiar um programa a nível europeu que é entregue às autoridades domésticas sem ser sob a forma de dívida – é histórico.

A Europa aprendeu com a crise financeira de há dez anos?
Acho que Angela Merkel sempre tomou decisões pró-Europa, sempre defendeu a permanência da Grécia, por exemplo, e o atual ministro das finanças alemão também é muito pró-europeu…. E Macron também tem os seus objetivos. E estamos num cenário fora do normal: há uns meses um investidor finlandês dizia-me que nesta fase tem haver solidariedade europeia, porque estamos a lidar com uma tragédia; não se põe o problema de cobrir indisciplina orçamental do passado, trata-se de uma crise de saúde que afeta todos, que é imprevisível e não tem nada que ver com ações de um país…

A Holanda conseguiu opor-se…
Mas aí alemães e franceses desempenham papel fundamental. Sempre houve países europeus mais resistentes a apoiar a periferia e o que desequilibra a balança é sempre França e Alemanha estarem juntas.

Voltando ao contexto português, as medidas previstas são sólidas, mas serão suficientes?
Gerindo a situação da doença o melhor possível, temos boas condições para sairmos bem disto. Será pior em setores como o turismo e a indústria exportadora, sobretudo o automóvel – e a exposição a esses dois é complicada, sim, sendo que o automóvel pode recuperar mais rápido. Teve uma queda monstruosa em abril, mas já começa a levantar-se e a recuperação será também muito forte.

Já perdemos o investimento da Ineos, que ia investir 300 milhões em Estarreja para ali produzir o novo jipe Grenadier…
Esse pode ser o problema, perdermos neste processo capacidade instalada que seja útil. O interessante nesta crise é que temos de ter cuidado para não perder capacidade instalada na recuperação – capital específico, mas também capital humano, pessoas que trazem valor a determinada atividade ou empresa – porque se a perdermos vai-se também parte da capacidade de recuperação. Mas por outro lado, se mantivermos a economia como está com apoio artificial do Estado, também temos menos flexibilidade na resposta. Pode haver indústrias, como a aviação, que vão demorar mais a recuperar e até poderão ter alterações estruturais e nesses pode haver necessidade de diminuir capacidade.

É preciso pesar bem o valor.
Tem de haver um meio-termo. E há setores em que as empresas entram e saem mais facilmente. Se agora fecharem alguns restaurantes, podem abrir mais tarde, quando o turismo recuperar.

Mas entretanto uma quantidade de gente perde o emprego…
Daí que seja tão necessário esse foco no apoio às pessoas, o dinheiro tem de chegar às pessoas, mas também temos de tentar mantê-las em atividade, para que não depreciem.

E está a chegar?
A questão aí é que a administração pública tem de funcionar bem. Para os empréstimos chegarem às empresas – agora, os lay-offs aos trabalhadores, mais tarde os fundos para investir em infraestruturas –, para haver capacidade de escolher os projetos a apoiar, etc., será preciso uma máquina eficaz e em muitos casos a administração pública não está preparada para tal. Quando fiz consultoria, havia dois modelos: num entregávamos um relatório com o que achamos que estava a ser bem e mal feito e eles metiam na gaveta ou faziam o que se propunha; noutro, ajudávamos a construir instituições, a treinar pessoas, a contratar, a escolher caminhos, a montar sistemas e trabalhávamos com eles de forma a deixar toda uma instituição montada que permitisse pôr em prática os conselhos dados. Aqui é o mesmo. Um conselheiro do governo desenhar um plano sem ter uma administração pública que o implemente, que acredite nele e tenha sistemas eficazes pode ser curto.

É o maior risco que enfrentamos?
É um dos nosso maiores riscos. E se essa administração pública não está lá, corremos o risco de dar dinheiro à balda. E isso é outro grande risco. Quando estávamos a vender dívida pública (no IGCP), perdíamos imenso tempo a explicar aos investidores porque é que Portugal tinha crescido tão pouco com tanto dinheiro da Europa entre 2000 e 2011. E tínhamos de recorrer àquela narrativa do Vítor Bento dos transacionáveis e não transacionáveis, dos setores de rentabilidades mais baixas…

A economia tem capacidade limitada. Temos capacidade humana e de trabalho em vários setores que é limitada e se essa capacidade é alocada sem critérios de produtividade, a projetos mais de procura de rendas do que de aumento de lucro e de valor, arriscamo-nos a continuar a ter baixo crescimento e baixa produtividade. Esse é para mim o grande mistério da economia portuguesa: porque é que a produtividade cresce tão pouco quando cada vez temos mais gente mais bem preparada.

E qual é a razão que encontra?
Uma das pistas é o facto de muitos setores em Portugal terem pouca livre entrada.

Falta-nos concorrência?
Sim, há umas empresas que têm o setor mais ou menos controlado, estão confortáveis, não têm reais ameaças… Os setores que exportam, as empresas maiores, as multinacionais têm muito mais produtividade. E acho que isso tem provavelmente que ver com estruturas de propriedade das empresas, com a organização dos mercados – que são muito protegidos –, até com a relação com bancos e financiadores. É a mentalidade da organização corporativa do Estado Novo que ainda não mudou em muitos setores e que impede a produtividade de crescer. As que crescem mais são as que estão lá fora, que têm sempre ameaças.

Os bancos têm estado bem nesta crise? Têm cumprido o seu papel?
Os bancos têm todo o interesse em canalizar os empréstimos para os seus clientes.

Mas têm de acautelar o risco.
Se tomam risco, têm de o gerir… e é isso que faz sentido – uma das áreas onde os bancos podem estar a tomar mais risco são as empresas. O grande problema hoje é a incerteza: as famílias não gastam porque preferem manter poupanças por precaução, porque não veem quando isto vai acabar, se haverá uma segunda vaga… Os bancos também se comportam assim. Até porque têm problemas de legacy, problemas antigos, ligados a malparado que herdaram de empresas. Têm de ter mais cuidado.

Nos últimos tempos voltou a falar-se num Banco de Fomento ou Desenvolvimento. A Caixa devia assumir esse papel?
Quando se pensou num Banco de Desenvolvimento podia ter-se pensado numa área, como a Caixa BI… Mas falar na CGD como um todo requer algum cuidado, porque a Caixa é financiada pelos depositantes e o que faz com o balanço pode trazer risco aos depositantes – pode ser perigoso ter objetivos de desenvolvimento. Mas sim, com a área de banco de investimento podia ter-se criado, capitalizado autonomamente ou criado ali uma estrutura de capital.

Faz sentido fazer isso agora?
Esta fusão do IFD com a PME Investimento e a Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua é um bocadinho isso. Tenho ideia de que algumas dessas instituições já funcionam bem em algumas áreas e é bom aproveitar-se, construir à volta dessa expertise e rapidamente. Esses deviam ser agora principais objetivos: procurar quem já tem algum track record de instituições que funcionam a construir fundos e entregar-lhes o mandato de usar o que existe e reforçar.

Eu vim em 2012 para o IGCP com a missão de trazer Portugal de volta aos mercados, mas isso só foi possível porque o IGCP era uma instituição que funcionava. Ninguém conseguiria fazer aquilo sozinho. Só tendo uma instituição que já funciona, com pessoas válidas e uma certa cultura e expertise. Só assim foi possível emitirmos 35 mil milhões de dívida por ano com sucesso – nenhuma outra instituição aqui o conseguiria – graças a pessoas que tinham essa capacidade e a ganhar muito menos do que os colegas nas grandes empresas com emissões bem menos ambiciosas.

Falando em números macro: preocupa-o o quanto a dívida pública está a escalar?
O aumento da dívida vai acontecer em vários países ao mesmo tempo.

Mas nós já estávamos numa rota de subida……
Diminuímos nos últimos tempos.

Em percentagem, porque o PIB também aumentou…
Sim, mas a dívida pública é muito garantida pela capacidade de gerar receita e essa também aumenta quando o PIB cresce, portanto isso suportava a dívida. A questão que se põe é europeia e nisso vai ser muito importante o risco das políticas do BCE.

Vê um prazo para as políticas do Banco Central Europeu se alterarem?
Não vejo risco de os apoios abrandarem tão cedo. Penso que o maior risco nos mercados neste momento está ligado à inflexão das políticas dos bancos centrais: da Fed e do BCE. Aliás, o BCE tentou diversas vezes diminuir um bocadinho o balanço do quantitative easing e foi obrigado a recuar, porque os mercados, da mesma forma que reagiram muito positivamente à introdução destas políticas, reagiram muito negativamente à sua alteração. E quanto mais positivamente reagirem, maior o risco de reagirem depois negativamente. Por isso os bancos centrais estão muito presos: se reverterem medidas e o mercado não entender, pode criar-se de novo problemas graves de liquidez que ninguém quer e que levariam a preocupações com a estabilidade financeira. No início desta crise, a reação foi fortíssima: em duas semanas, os mercados fizeram um ajustamento comparável ao que levou seis meses na crise financeira de 2008.

E isso não gera risco de inflação?
Há riscos fortes de inflação, não a curto prazo, mas a médio. Com uma política orçamental muito expansionista e uma política monetária muito acomodatícia, a certa altura vai haver pressão sobre os recursos existentes. Quando a economia recuperar e voltarmos ao pleno emprego, vai haver uma concorrência enorme pelos recursos existentes, porque a capacidade para gastar é imensa: das famílias, das empresas e até do Estado. Há questões de automação, é verdade, e eu esperava que já houvesse mais inflação antes do coronavírus, mas há outro fator que pode aumentar as pressões inflacionistas: o aumento da fragmentação do comércio global.

A reorganização do mundo pós-pandemia e a reindustrialização da Europa podem gerar inflação?
Se o comércio se reorganizar em blocos e com a reindustrialização da Europa, há um fator de concorrência acrescido por recursos que são escassos. Ou seja, pode-se financiar tudo, mas há uma capacidade limitada, por exemplo, para explorar aço e se todos quiserem fazer estradas ao mesmo tempo não vai haver aço suficiente, logo o preço vai aumentar. E isso aplica-se a outras coisas, a inputs da área digital, a salários de programadores, etc. Mas por enquanto, estas políticas monetárias estão a baixar as taxas de juro e a funcionar como uma taxa sobre as poupanças.

Assistimos na última semana à tomada pelo Estado da maioria do capital da TAP e à nacionalização da Efacec. Isto preocupa-o?
Preocupa-me que o Estado esteja temporariamente na TAP. Dizemos que queremos uma gestão profissional que maximize o valor à saída, mas quem faz isso melhor não é o Estado, são os gestores privados, as capitais de risco. O que está aqui em causa é a governance.

Há mais questões, como a pressão que haverá sobre o governo para manter rotas que não são rentáveis ou o facto de Bruxelas não deixar estados financiarem empresas…
No tema TAP há três questões. A primeira é se é o Estado é o mais indicado para liderar, se o objetivo dos privados anteriores não era mais ou menos o mesmo que se diz agora. E aí o problema que se põe é: quem tem a melhor estrutura de governance para atingir esse objetivo? O Estado, em termos de governance, não está associado a grandes experiências – e esta mesma questão vai pôr-se sobre como serão alocados os fundos da Europa para combater a crise.

Quais são as outras questões?
A segunda é se faz sentido congelar uma economia. Entendo que é preciso apoiar durante a transição, mas quando há demasiado apoio congela-se um setor e acabamos por impedi-lo de se adaptar aos novos tempos que aí vêm, correndo o risco de criar zombies que têm trabalhadores e capital que deviam ser libertados para setores onde seriam mais produtivos. E o terceiro grande risco é a questão europeia e como é que se resolve as questões de financiamento com os impedimentos de ajudas de Estado. Como é que a consolidação se faz à luz das regras europeias? Vamos esperar três anos para consolidar setores que tiveram ajudas de Estado?

São engulhos que vão atrapalhar a recuperação?
Por alguma razão as previsões para a economia americana são melhores do que as da europeia: lá há mais flexibilidade. O que, obviamente, tem vantagens e desvantagens. Psicologicamente, não é fácil estar um mês desempregado e noutro empregado, ter agora sucesso e a seguir cair… mas a Europa tem de ter cuidado para não criar uma armadura de tal forma rígida que não permita que haja consolidação à saída da crise. Se a Europa quer ser competitiva em relação ao bloco chinês e americano não o conseguirá congelando a economia que tinha antes e mantendo-a viva em suporte artificial.

Há verdadeiramente uma possibilidade de o Novo Banco (NB) poder voltar à esfera do Estado?
Não vi bem essas notícias, mas o NB é um processo em andamento.

Que continuamos a pagar…
A minha leitura é que existe um cap, um valor máximo que estava estabelecido e a partir daí não vejo razão para que haja problemas.

O João esteve lá só dois meses, na administração de Vítor Bento, mas como é que se justifica estas injeções sucessivas se o BES mau ficou à parte?
Essa separação não foi assim tão radical, o NB tinha e ficou com a carteira de crédito toda das empresas que não estavam ligadas ao grupo… e essa carteira tinha os seus problemas. Daí ainda haver muito trabalho para fazer.

E a Lone Star está a aproveitar para resolver os problemas e limpar tudo até ao limite de tempo e dos 3,9 mil milhões disponíveis para a recapitalização…
Aí há uma governance relativamente clara: os donos do NB são uma capital de risco que tem objetivos: quer dar o máximo retorno possível aos seus investidores nesse investimento. Quando se assinou esse contrato isso era claro e não houve impedimentos no caderno de encargos. Por dever fiduciário, o objetivo do investidor é maximizar o retorno…

E do BPN, alguma vez vamos ver o fim?
A verdadeira questão aqui é de transparência em relação às obrigações contingentes do Estado português. O Estado tem as suas receitas e despesas, mas desde a intervenção da troika há sempre necessidades excecionais, seja porque é preciso capitalizar empresas públicas ou bancos seja porque é preciso para as regiões autónomas… E isto é sempre gerido numa lógica de surpresa.

Não sabemos fazer contas?
Acho que podia haver mais preocupação em gerir estes riscos. Devia haver nas Finanças instituições mandatadas para gerir esses riscos – o relatório do Setor Empresarial do Estado, por exemplo, já há muito que não é publicado… É preciso haver mais transparência e profissionalizar a gestão destes riscos.

O Orçamento Suplementar também vai trazer surpresas?
Acho que não. Pode haver surpresas de detalhe. Estamos a falar de 12 ou 14 mil milhões, de ter um défice de 6% ou 7%, o que não é relevante. O que digo é que devia gerir-se esses riscos contingentes de maneira mais transparente, até para a opinião pública estar mais consciente do que está em causa.

O ainda governador do Banco de Portugal sugeriu a possibilidade de o Estado vir a comprar dívida tóxica dos bancos. É aceitável?
Não vejo que essa possibilidade seja real a curto prazo. Era preciso que as coisas piorassem muito.

Vê com bons olhos a entrada de Mário Centeno na instituição?
Mário Centeno tem um pedigree mais do que necessário para ser um bom governador do BdP.

E não vê problemas na passagem das Finanças para o regulador?
As instituições têm de estar montadas para gerir os conflitos de interesses que possa haver – porque os há por todo o lado. Não há um stock infinito de bons profissionais, por isso é natural que estes passem por vários lugares, exatamente porque a sua experiência é valorizada. Basta que se gira os conflitos e garanta que eles não influenciam as decisões tomadas.

A banca portuguesa vai ter de se consolidar mais?
Não acho que esteja especialmente fragmentada. Acho é que vamos passar por uma consolidação europeia, a certo ponto. É mais a importância de haver um mercado para produtos financeiros europeu, que ainda não existe – e nesse sentido há potencial.

E como está o Banco CTT?
Bem, muito bem. Ao longo do tempo tem ido buscar muitos clientes novos. Espantou-me a capacidade que este banco tem de atrair novos clientes e isso é muito bom sinal. Temos um bom mix de aplicações, entre o crédito automóvel no 3,2,1; o crédito habitação e a carteira do banco.

E quais são as prioridades agora?
A prioridade será sempre gerir o risco e nesta fase é muito importante gerir risco de perto. Mas também continuar a crescer a base de clientes e recursos e gerar crédito nestas áreas. Somos claramente um banco em crescimento, muito interessante, muito simples, transparente e de proximidade. A maioria dos clientes estão a começar a sua viagem aqui e é importante fidelizá-los oferecendo o que procuram, sempre com estes valores e com uma relação cândida.

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