Aberturas de shoppings cai 28% na Europa. Portugal aposta na reconversão

Nos próximos três anos, a área de centros comerciais deverá crescer 60 mil m2, na sua maioria resultado da expansão de espaços existentes

O ritmo de aberturas dos centros comerciais tem vindo a abrandar na Europa nos últimos 5 anos. Em 2018 foram inaugurados cerca de 2,6 milhões de metros quadrados de novos shoppings, uma quebra de 28% face a 2017, o mais baixo das últimas duas décadas. Em Portugal, a aposta tem sido na reconversão dos atuais espaços comerciais, 60 mil m2 de área são esperados nos próximos três anos.

"A maturidade da indústria de retalho em Portugal foi há muito identificada pelos principais players do mercado, que gozam de uma vasta experiência no setor, maioritariamente bem sucedida e sempre adaptada ao potencial do mercado. O recente crescimento do formato de rua, alinhado com a evolução do online, são também fatores tidos em conta na opção de favorecimento do investimento em projetos que contam já com um longo historial de sucesso em detrimento de novos desenvolvimentos", justifica Marta Esteves Costa, sócia e líder da área de research da Cushman & Wakefield, citada em nota de imprensa.

Turquia, Rússia, Polónia e França registaram o maior volume de nova área de centros comerciais em 2018. Na Europa do Sul, Espanha mantém a liderança no desenvolvimento de centros comerciais, sendo que em Portugal a aposta é a reconversão e expansão de centros existentes.

"A nova oferta de conjuntos comerciais projetada para os próximos três anos irá acrescentar apenas 60.000 m² ao stock de retalho em Portugal, sendo a grande maioria desta área correspondente à expansão de centros existentes".

Apesar desse abrandamento a nível europeu, a dimensão total do mercado continua a crescer, fixando-se atualmente em 168,1 milhões de m², levando a uma intensificação concorrencial entre os shoppings. "Numa tentativa de manter a sua posição no mercado, os promotores estão a concentrar esforços na reformulação de projetos, com o objetivo de criar centros comerciais e de lazer sofisticados, modernos e esteticamente agradáveis", refere a Cushman.

A consultora destaca ainda que à medida que o mercado atinge a maturidade na maioria dos países europeus, deverá "assistir-se a uma polarização crescente entre empreendimentos prime bem sucedidos e centros secundários que enfrentam dificuldades e terão de se reinventar para sobreviver", bem como um aumento da reconversão de centros comerciais secundários para os usos de escritórios e residencial".

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