conferência AICEP

AICEP debate exportações nacionais em grande conferência. Veja o que aconteceu

Acompanhe aqui, ao minuto, o debate promovido pela AICEP onde serão discutidos os resultados alcançados nas exportações e captação de investimentos.

A AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal promove a sua primeira conferência esta sexta-feira com o objetivo de apresentar e debater os principais resultados alcançados a nível da exportação e captação de investimento.

O encontro tem lugar no Auditório Jerónimo Martins da Nova SBE, em Carcavelos.

Veja aqui o vídeo em direto.

A conferência chegou ao fim. Obrigada por nos ter acompanhado!

“Por vezes as estatísticas não refletem a realidade”

Augusto Santos Silva destaca os efeitos das novas formas de integração em cadeias globais de valor para a geografia de internacionalização.

O ministro dos Negócios Estrangeiros aponta o facto de, por vezes as estatísticas não refletiram a verdade na sua totalidade. A título de exemplo, referiu o caso chinês e as trocas que não são contabilizadas pelas estatísticas.

Esta nota surge após Augusto Santos Silva enumerar três aspetos das geografias de internacionalização: integração da economia peninsular, importância da Europa e relevância dos mercados não europeus.

 

Augusto Santos Silva descreve vantagem competitiva portuguesa

“Há dez anos as exportações valiam menos de 10% do PIB. No último ano, este valor subiu para perto dos 40% e as previsões do Banco de Portugal apontam para que no futuro nos aproximemos do limiar dos 50%”, referiu Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, responsável pelo encerramento da conferência.

“Quanto ao investimento, o stock de investimento direto estrangeiro representava, em 2017, cerca de 61,5% do PIB e no ano passado, a AICEP ultrapassou a fasquia dos 1,1 mil milhões de euros quanto à captação de investimento”.

O crescimento económico português têm tido um efeito muito robusto na criação de emprego e redução da taxa de desemprego. E também no que diz respeito à redução dos fluxos de emigração. “Desde 2017, o país regressou a saldos migratórios positivos”.

 

Em dia de premiar empresas, também a AICEP é distinguida internacionalmente

Houve ainda lugar para também a AICEP receber um prémio.

A entidade foi distinguida como uma das melhores agências de promoção de investimento do mundo pela Site Selection Magazine, uma publicação do grupo Conway – empresa de consultadoria especializada em investimento direto estrangeiro e market research.

Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, recebeu o prémio “Best to Invest TOP IPA 2019”, na região da Europa Ocidental, das mãos de Annika Jostmeier, vice-presidente da Conway.

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Prémio Melhor Investimento atribuído à Simoldes Plásticos

Simoldes Plásticos foi a grande vencedora do prémio AICEP na categoria do investimento. A empresa que pertence ao Grupo Simoldes dedica-se ao desenvolvimento e produção de componentes para o setor automóvel.

“Quero agradecer à AICEP e quero dizer que no futuro o apoio ao investimento é uma grande necessidade”, disse Jaime Sá, representante da Simoldes Plásticos.

Simoldes Plásticos

Tem como principais clientes a Volkswagen, Renault, Seat, Skoda, Nissan, Toyota, Porsche, Honda, Opel, Peugeot e Citroen.

O projeto HighTechWrap dotou a Simoldes de uma unidade de revestimentos de peças termoplásticas, com as tecnologias mais avançadas, diversificando a produção e aumentando a sua capacidade de produção.

Também as outras duas nomeadas subiram ao palco para receber as respetivas menções honrosas.

Miranda & Irmão eleita Melhor PME Exportadora

Com mais de 60 anos de história, a fabricante de componentes para bicicletas foi a premiada como Melhor PME Exportadora.

“Este prémio é um reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver. A AICEP tem sido um parceiro na implementação da estratégia de internacionalização”, referiu Ana Bastos, representante da Miranda & Irmão.

Miranda e irmão

A Miranda & Irmão é a única fabricante da Europa de pedaleiras e travões e os seus próximos desafios passam pela aposta na área das bicicletas elétricas. Alemanha, Holanda, Áustria e França são os seus principais mercados de exportação.

A PME registava em 2017 um volume de negócios de 19,25 milhões de euros, correspondendo 15 milhões às exportações.

As restantes três empresas subiram ao palco para receber as respetivas menções honrosas.

E os nomeados são…

Os prémios AICEP servem para distinguir as empresas que se destacaram pelo seu desempenho no desenvolvimento das suas estratégias de internacionalização e investimento em 2017. Dividem-se em duas categorias – Melhor PME Exportadora e Melhor Investimento.

Os nomeados para a categoria Melhor PME Exportadora são: Carmo Wood, FAMO – Indústria de Mobiliário de Escritório, Miranda & Irmão e Sociedade Têxtil Vital Marques Rodrigues, Filhos.

Na categoria Melhor Investimento, estão nomeadas as empresas Amorim Florestal, Gestamp Aveiro e Simoldes Plásticos.

“É essencial que as marcas tomem posições ativas na sociedade, mesmo que signifique menos lucros no curto prazo”

O foco no propósito é uma das linhas orientadoras da Unilever. António Casanova afirma que “todas as grandes marcas se estão a tornar atores sociais” e destaca a necessidade de estas terem cada vez mais uma posição forte na sociedade.

“No futuro é impensável que qualquer grande marca não seja totalmente transparente quanto à sua cadeia de valor”, diz.

O CEO da Unilever FIMA defende até que “é essencial que as grandes marcas tomem posições ativas na sociedade, mesmo que signifique menos lucros no curto prazo”. António Casanova acrescenta que 70% do crescimento da Unilever é feito por marcas com propósito.

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António Casanova: “As pessoas devem estar em primeiro lugar”

 

António Casanova, CEO da Unilever FIMA e presidente da Unilever Espanha, sobe ao palco para falar sobre a relevância das marcas.

Defendendo que marcas fortes conseguem consumidores leais, António Casanova refere que “é importante a ligação e conhecimento com o consumidor para se construir um sentimento extra e depois usar a criatividade para libertar magia”.

“As pessoas devem estar em primeiro lugar. É preciso passar tempo com elas para perceber como é que usam os nossos produtos”. O responsável da Uniliver salienta que conhecer as pessoas e as suas vidas é fundamental.

Destaque para a emoção como motor do comportamento dos consumidores. “Temos de criar paixão pelas marcas”.

AICEP vai apostar no e-commerce

Os grandes objetivos do plano estratégico da AICEP passam por “exportar mais, investir mais, digitalizar o futuro e valorizar a marca Portugal.

Luís Castro Henriques frisa a aposta no comércio eletrónico como uma das principais medidas para fomentar o crescimento do ecossistema orientado para o mercado internacional.

No que diz respeito à valorização do país como marca, destaque para um programa de cross-selling. O presidente da AICEP fez referência uma ação que está a decorrer em Paris. “Temos mais algumas medidas na calha, como valorizar o mercado CPLP. Temos de ver isto de forma holística”, conta.

“Mais de 10% do emprego criado foi por empresas apoiadas pela AICEP”

O impacto na economia portuguesa de empresas apoiadas pela AICEP “é assinalável”, afirma Luís Castro Henriques, presidente da AICEP Portugal.

“Mais de 10% do emprego criado em Portugal entre 2012 e 2016 foi por empresas apoiadas pela AICEP”. Luís Castro Henriques destaca a criação de 80 novos centros de serviços desde 2013, que representam mais de 60 mil postos de trabalho.

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O responsável destaca ainda o aumento das exportações no que diz respeito a projetos apoiados no QREN.

 

 

Interrupção do comércio com o Reino Unido. “Prognósticos só no fim do jogo”

“As exportações britânicas para a UE são mais de 250 mil milhões de libras, representando 14% do PIB inglês. As exportações da UE para o Reino Unido representam apenas 3% do PIB europeu. Acho que se percebe quem seria mais afetado caso houvesse uma interrupção repentina do comércio com o Reino Unido”.

“Prognósticos só no fim do jogo”, diz Horta Osório, respondendo a uma questão sobre o outcome do Brexit,

“Este é um risco para as empresas portuguesas caso aconteça uma interrupção do comércio. O que não acho que vá acontecer, mas não deixa de constituir um risco”. Horta Osório afirma que esta deve ser uma análise micro. “Cada empresa portuguesa dependendo do seu caso concreto deve estar preparada ou não”.

“Devíamos ter mais ambição para o crescimento económico”

“Nos últimos anos, Portugal cresceu 1% ao ano em termos reais”, diz Horta Osório, salientado que é insuficiente. “É manifestamente pouco, é metade do que em Espanha e um quinto face à Irlanda”, destaca.

“Em 20 anos, a Irlanda criou o dobro da riqueza. Os salários cresceram o dobro em termos reais face a Portugal”, frisando que Portugal deve ser mais ambicioso quanto ao seu crescimento económico.

Os três principais problemas que “devem ser a prioridade da sociedade”

António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank, sobe ao palco para falar sobre os desafios macro que as empresas enfrentam no contexto internacional.

O líder do banco traçou o cenário económico atual português, destacando a recuperação da crise e enumerou os três principais problemas que “devem ser o foco em termos de prioridades da sociedade”: setor bancário, endividamento da economia e demografia.

No setor bancário, o líder do Lloyds Bank destaca o progresso significativo em capital e a desalavancagem bancária, mas defende que ainda “são necessárias melhorias na qualidade dos ativos”. O endividamento da economia é outro problema a solucionar, tanto a nível público como privado. “Temos uma dívida superior em 10% àquela que tínhamos há dez anos”.

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Quanto ao último problema, Horta Osório afirma que é “o mais importante, o mais urgente”. “Daqui a 30 anos vamos voltar à população que tínhamos em 1950 se nada for feito. Combinado com isso, o rácio de dependentes passará a mais de um para um”.

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Eurico Brilhante Dias convida todos a refletir sobre o estado empresarial português

Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, dá início à conferência da AICEP. O secretário de Estado convida a plateia a refletir sobre o cenário empresarial do país.

“O estado da nação da internacionalização é neste momento o que sempre tivemos”, diz Eurico Brilhante Dias, referindo o saldo positivo da balança de bens e serviços desde há sete anos para cá.

“Mas temos de refletir sobre o futuro”, diz o membro do Governo, frisando a meta de chegar às exportações a chegar aos 50% do PIB. Eurico Brilhante Dias refere o investimento direto estrangeiro como uma “mola” para o aumento das exportações.

 

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