Turismo

Açores e Norte vão liderar novos recordes no turismo em 2017

Mais de um terço da população europeia não fez turismo em 2016
Mais de um terço da população europeia não fez turismo em 2016

XII Fórum Internacional de Turismo decorre esta quinta-feira no Hotel Solverde, em Gaia.

As regiões dos Açores e do Norte deverão liderar o crescimento do turismo este ano, altura em que deverão ser batidos novos recordes em receitas, dormidas, número de turistas e gasto médio por visitante, revela o Barómetro do Turismo 2017.

“O turismo vai crescer e ainda tem margem para crescer. O que importa é que seja um crescimento sustentado e, para isso, temos de continuar a fazer o trabalho de casa”, comentou António Jorge Costa, presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), entidade que organiza, esta quinta-feira, em Gaia, o XII Fórum Internacional do Turismo.

Mais de uma centena de empresários, agentes de viagens, jornalistas especializados e outros “stake holders” do setor do turismo português, auscultados pelo IPDT para este barómetro a apresentar durante o congresso, consideram que 2017 vai ser melhor em receitas turísticas (90%), vamos ter mais dormidas na hotelaria (88,6%), receber mais turistas (91,4%) e ver aumentar o gasto médio por turista (64,2%).

As regiões que mais vão crescer são os Açores (35,2%), o Porto e Norte (22,5%), Lisboa e Vale do Tejo (16,9%), o Alentejo (12,7%) e o Algarve (9,9%). Para que tal suceda, o turismo deverá apostar, principalmente, na qualificação dos recursos humanos (46,7%) e diferenciação da oferta turística (33,3%).

“Já não há tantas dúvidas quanto à capacidade de crescer, mas agora temos de ver como vamos acrescentar valor em toda a cadeia do turismo, desenvolvê-lo de forma a responder à procura e não como dá jeito à oferta, como acontecia”, apontou o especialista. “Não transformemos Portugal em algo que as pessoas não querem comprar. Temos de encontrar um equilíbrio entre o que é bom para os investidores (e há cada vez mais estrangeiros a investir no turismo português), mas sem perder o caráter de autenticidade que é uma mais-valia nossa”, adiantou.

No estudo “Perceção dos Turistas em Portugal”, também a apresentar durante o congresso, o IPDT descobriu que “o destino satisfaz as expetativas, mas aumenta a preocupação quanto à perda de autenticidade”. Isto é, 51% dos inquiridos considera que as cidades portuguesas estão a perder o caráter original, 56% que nas zonas turísticas dessas cidades é difícil interagir com os residentes e 54% diz que a gastronomia é idêntica à de outros destinos.

De um a sete pontos, os turistas que visitaram Portugal atribuem as notas mais elevadas aos vinhos (6,43), ao património histórico (6,37) e à gastronomia (6,35), considerando que os aspetos a melhorar têm a ver com os transportes, a limpeza e a informação turística.

“Precisamos de um barómetro de qualidade em Portugal”, apontou Jorge Costa. “Há grandes diferenças na qualidade de serviços, por vezes até dentro da mesma marca [hoteleira, por exemplo] e é preciso uma mudança transversal, desde a base até às chefias, criando uma verdadeira cultura de empresa”, sublinhou o responsável, considerando que “chegou a hora” de ser “partilhado o crescimento do setor” e a precariedade no turismo dar lugar a um atendimento profissional, sob pena de “o jeitinho português não resolver tudo para sempre”.

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