Administração Biden quer alterar no primeiro dia pelo menos 15 decisões tomadas por Trump

Logo no primeiro dia como Presidente, Joe Biden quer fazer inversão de marcha em pelo menos 15 ordens executivas assinadas por Donald Trump - do clima à relação com a OMS.

Joe Biden assume a presidência dos Estados Unidos esta quarta-feira, 20, numa cerimónia diferente da habitual, numa Washington deserta devido à pandemia e aos receios de conflitos, ainda na sequência da invasão ao Capitólio.

De acordo com a agência Bloomberg, Biden planeia deitar mãos ao trabalho assim que chegar à Sala Oval, com planos para inverter as decisões tomadas por Donald Trump em diversos temas, como o polémico muro com o México, Acordo de Paris ou a saída da Organização Mundial de Saúde. Serão pelo menos 15 as ordens executivas que Biden irá alterar, pretendendo mudar parte do legado da administração Trump.

Ingressar novamente na OMS

Donald Trump declarou no ano passado que os Estados Unidos iriam sair da Organização Mundial de Saúde, deixando cair o principal financiador da organização. O anúncio foi feito em maio, com a saída a tornar-se oficial em julho de 2020.

Biden tem planos para regressar imediatamente à OMS, enviando Anthony Fauci, o imunologista que tem sido um dos rostos do combate à pandemia nos EUA, para representar o país numa reunião com a OMS.

Máscaras obrigatórias em edifícios do Governo

Com os EUA num momento delicado da pandemia, Biden pretende tornar as máscaras obrigatórias em todos os edifícios federais, no sentido de dar o exemplo aos norte-americanos.

Será ainda lançado um desafio "Desafio de 100 dias com máscara", em que a nova administração pede aos americanos que usem máscaras nos primeiros 100 dias de administração.

Moratórias e despejos e alívio dos empréstimos a estudantes

A Bloomberg nota que no primeiro dia Biden pretende tomar decisões ligadas à extensão das moratórias e despejos, que deverá evitar que os americanos em situação de dificuldade sejam expulsos de casa até pelo menos dia 31 de março.

Também serão assinadas novas regras para que os pagamentos das prestações dos empréstimos a estudantes sejam postas em pausa até dia 30 de setembro.

Regressar ao Acordo de Paris

Joe Biden pretenderá retomar os esforços feitos durante a administração Obama, onde assumiu o cargo de vice-presidente, em relação ao tema das alterações climáticas. Assim, um dos objetivos passa também pelo regresso ao Acordo de Paris, depois da saída dos EUA durante a presidência Trump.

Este acordo, negociado ainda durante o tempo de Biden como vice-presidente, obriga os países a definir objetivos de emissões para manter as temperaturas globais abaixo dos níveis de temperatura pré-industriais.

Ainda em termos ambientais, Biden também pretenderá rejeitar o projeto do oleoduto Keystone XL, que já foi rejeitado durante a administração Obama, após ter sido fortemente contestado. Donald Trump retomou o polémico projeto três dias depois de chegar à Casa Branca.

Cortar financiamento ao muro da fronteira

Biden deverá pôr um travão ao financiamento do polémico muro na fronteira entre os EUA e o México, um dos cartões de visita da administração Trump.

Com o democrata na presidência, a construção da barreira deverá ser colocada em pausa. A Bloomberg menciona ainda que deverá ser feita uma reavaliação da forma como os fundos adjudicados aos projetos ligados à fronteira poderão ser usados de outra forma.

Restrições de viagens

A próxima administração deverá repensar algumas das restrições de viagens impostas por Trump, nomeadamente a cidadãos de países do Médio Oriente, Ásia e África.

Jake Sullivan, conselheiro para a área da Segurança Nacional de Biden, avançou inclusive à imprensa que as políticas de Trump eram baseadas "em critérios xenófobos e hostilidade religiosa".

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