ADSE

ADSE ganhou 4 mil novos beneficiários titulares

Funcionários públicos e pensionistas descontam 3,5% para a ADSE

A ADSE fechou o primeiro trimestre deste ano com mais quase quatro mil beneficiários titulares do que os registados no final de 2017.

O sistema de proteção na doença dos funcionários públicos a aposentados da administração pública (ADSE) conseguiu em 2017 estancar a queda de novos beneficiários titulares registada nos três últimos anos e manteve esta tendência de crescimento no primeiro trimestre deste ano, que estará relacionada com o aumento do universo de funcionários públicos.

Em março deste ano, a ADSE contava assim com 834 806 titulares (contra 832 827 no final de 2017) entre os quais se incluem 512 359 no ativo e 322 447 aposentados. Aquele acréscimo observou-se sobretudo entre os beneficiários que ainda estão no ativo, já que ao nível dos reformados os dados a que o Dinheiro Vivo teve acesso apontam para um decréscimo da ordem dos 2 mil.

A ADSE permite que os familiares dos titulares possam também beneficiar deste sistema de saúde (ainda que mediante a observância de condições). Os mesmos dados apontam para um decréscimo de 6,4% dos familiares. Esta descida observou-se entre os cônjuges e equiparados e também entre os descendentes.

A conjugação destes dois universos fez com que, em março, o total de beneficiários (entre titulares e familiares) tivesse baixado de 1 211 980 para 1 189 756, uma vez que o acréscimo dos primeiros foi inferior à queda dos segundos.

O número de beneficiários deverá ainda este ano registar um novo impulso, se o governo der ‘luz verde’ à proposta que lhe foi submetida pelo Conselho Geral e de Supervisão que prevê a entrada para a ADSE dos funcionários públicos com contrato individual de trabalho, o regresso dos que no passado renunciaram ao sistema e ainda dos que deixaram passar o prazo para se inscreverem.

A ADSE pôs este ano em marcha uma nova tabela de preços para a rede convencionada de serviços de saúde mas os seus efeitos ainda não são visíveis nos resultados apurados para este primeiro trimestre uma vez que a tabela apenas entrou em vigor em abril.

Ainda assim, a informação já disponível indica que o valor do pagamento de cuidados de saúde em regime convencionado foi nos primeiros três meses deste ano inferior em 23,5% ao observado no período homólogo. Entre janeiro e março esta despesa ascendeu a 91 milhões de euros, contra 110 milhões de euros no trimestre homólogo de 2017.

No regime livre os pagamentos realizados neste primeiro trimestre também recuaram, tendo a diminuição sido de 5,3%.

Depois de ter atingido valores de renúncias historicamente elevados em 2014, o que foi atribuído ao aumento do desconto para os 3,5% observado nesse ano, o número dos que pedem para sair tem vindo a abrandar. Esta tendência manteve-se na entrada de 2018, com a as renúncias de titulares a somarem 118 e a revelarem um recuo de 3,3% por comparação com o trimestre homólogo.

 

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