Construção

Fundos comunitários e autárquicas vão impulsionar obras públicas

A previsão é da Associação de Empresas de Construção , Obras Públicas e Serviçps e é baseada no aumento do número de concursos promovidos em 2016.

Os concursos de obras públicas promovidos o ano passado “traduzem uma recuperação do investimento público, com o lançamento de novos projetos de maior valor, muitos deles financiados com fundos comunitários, em linha com o ciclo eleitoral e com a realização de eleições autárquicas no último trimestre de 2017”.

A análise é da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS) e consta no relatório sobre “Os números do mercado de obras públicas em 2016”, elaborado com base na informação divulgada no portal Base.

A associação destaca o facto de cerca de 500 donos de obra terem lançado mais 30% de procedimentos concursais do que em 2015 no montante global de 1,7 mil milhões de euros (mais 41% do que no período homólogo) com um valor médio de 725,6 mil euros.

Segundo a AECOPS, o mercado das obras públicas em 2016 ficou marcado por “empreitadas de baixo valor, adjudicadas por menos donos de obras e a mais empresas de construção”.

“É um quadro que reflete, por um lado, o reduzido volume do investimento público, a ausência de novos projetos relevantes e, por outro, um escasso número de empresas, cerca de 7% das empresas registadas, a executarem obras para entidades públicas”, refere a nota divulgada esta quinta-feira, salientando, no entanto, que os concursos promovidos “prometem trazer a este segmento da atividade da construção uma outra pujança, nomeadamente, a partir de 2017”.

Em 2016, 990 donos de obra contrataram empreitadas a 3269 empresas com um valor médio de 352 mil euros.

A análise do mercado permitiu concluir que, em 2016 foram assinados contratos no valor 1,15 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 17% em relação a 2015.

Ao todo, foram celebrados contratos entre 990 donos de obra e 3269 empresas com um valor médio de 352 mil euros, um número que traduz, ainda assim, o mais baixo dos últimos quatro anos. Em 2013, tinham sido 1409 donos de obra.

A AECOPS salienta ainda o aumento do número médio de contratos assinados por dono de obra que foi “o mais elevado dos últimos quatro anos (12) e um dos mais elevados por empresa (3,6)”.

A maior fatia do volume de investimento contratado (371 milhões de euros) destinou-se à construção de redes de energia e de infraestruturas de transportes, o que corresponde a 32,3% do total contratado em 2016.

A construção de edifícios surge em segundo lugar com 222,5 milhões de euros), tendo registado um aumento de mais de 25% em relação a 2015.

Lisboa, com um total de 219 milhões, foi o distrito não só com mais investimento contratado ao longo do ano passado mas também o que registou o maior crescimento (33,6%).

O distrito do Porto surge a seguir com 156 milhões de euros de investimento. A associação destaca também a Região Autónoma dos Açores, que aparece em terceiro lugar com 121 milhões de euros, mais 27% do que em 2015.

 

 

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