AEP tem 4,4 milhões para apoiar a internacionalização

Associação empresarial dispõe de um programa para ajudar empresas na exploração de mercados externos.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) foi responsável, em 2016, pela maior operação de exportação pontual de vinhos portugueses para o Brasil. Foram 100 mil garrafas, no valor de 300 mil euros, de produtores diferenciados, nenhum deles representado, até então, no mercado brasileiro. Este foi o resultado de uma visita a Portugal dos compradores da cadeia Pão de Açúcar, que vieram contactar com produtores locais, a convite da AEP. Um projeto inovador, reconhece Paulo Nunes de Almeida, da presidente da associação, e que vai ser este ano replicado, não apenas nos vinhos, mas alargado a outros setores da indústria agroalimentar.

Esta é, apenas, uma das muitas iniciativas contempladas no programa de apoio à internacionalização das empresas portuguesas, batizado de BOW – Business on the Way. Com um investimento global de 4,4 milhões de euros, comparticipados pelo programa Compete, o BOW pretende, este ano, apoiar cerca de 250 empresas, tendo a Letónia, a Estónia, a Guiné Equatorial e o Uzbequistão como os novos mercados a abordar.

Previstas estão 10 missões empresariais, designadamente à Austrália, Índia, Irão, Estados Unidos e Canadá, e a presença em 22 feiras setoriais, no Brasil, na China e na Alemanha, entre outros países, bem como a realização de fóruns empresariais, como o Portugal Premium, no Brasil, mas também na China, iniciativa que pretende “ajudar a reposicionar os produtos portugueses na cadeia de valor e junto dos distribuidores”, diz Paulo Nunes de Almeida.

Para quem nunca exportou

Mas a AEP tem, também, iniciativas dirigidas às empresas que ainda não exportam ou que o fazem para, apenas, um ou dois mercados e que não dispõem de condições, designadamente por falta de conhecimento dos mercados, para alargar essa experiência. Na sede da AEP, em Matosinhos, vai nascer um gabinete de apoio à internacionalização vocacionado para preparar as empresas da região para a abordagem aos mercados externos e para a multiplicidade de operações associadas ao processo de internacionalização.

Na prática, trata-se de criar uma sala interativa e que, com o recurso às tecnologias de informação e de comunicação, estará ligada aos escritórios da AICEP pelo mundo, às embaixadas, às câmaras de comércio e indústria e a outros parceiros que existam em cada dos mercados.

O objetivo, explica o presidente da AEP, é conseguir que uma PME possa analisar o potencial de um mercado sem sair do país e sem gastar dinheiro. “A partir desse primeiro contacto poderá perceber se tem, ou não, potencial para entrar no mercado e se deve avançar para a participação em iniciativas do BOW, seja nas missões empresariais ou na presença em feiras”, destaca Paulo Nunes de Almeida. Este gabinete interativo deverá estar operacional em junho.

Paulo Nunes de Almeida acredita que Portugal pode aumentar para 50% o peso das exportações nacionais no PIB até ao final da década e a AEP está apostada em ajudar nesse desígnio nacional. “O país, para crescer, tem de ser puxado pelas exportações e todos os investimentos que se fizerem no reposicionamento dos produtos e da qualidade nacional é o melhor investimento possível”, destaca.

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