Greve dos camionistas

AEP teme efeitos da greve dos motoristas nas exportações nacionais

Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP. Fotografia: D.R.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP. Fotografia: D.R.

Os patrões temem pela "fragilidade" da imagem que Portugal projeta para o exterior, "podendo colocar em causa a competitividade do tecido empresarial"

A Associação Empresarial de Portugal diz-se “apreensiva” com as consequência da greve dos motoristas de mercadorias e matérias perigosas na economia portuguesa. Em comunicado, a entidade presidida por Luís Miguel Ribeiro sublinha que a paralisação “pode pôr em causa um dos principais pilares do crescimento económico sustentável” do país, materializado “no aumento das exportações de bens e serviços”.

A AEP admite que teme que o resultado desta greve, com arranque previsto a 12 de agosto e sem fim à vista, “seja ainda mais grave do que o sentido em abril deste ano, já que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento à indústria, comércio e serviços”.

E porque as greves são, também, “um elemento de fragilidade da imagem que Portugal projeta para o exterior”, a associação considera que pode “colocar em causa a competitividade do tecido empresarial”, na medida em que o tempo de entrega e a capacidade de resposta “são fatores essenciais nos negócios”.

A terminar, a AEP frisa que as empresas portuguesas “já suportam elevados custos de contexto”, pelo que “pede para que esta situação não venha a ser mais um sério entrave à sua atividade diária”.

 

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