aeroporto do Montijo

Aeroporto do Montijo cria 10 mil empregos

Montijo- 07/01/2019. Reportagem no Montijo, onde será construído o novo aeroporto, na véspera da assinatura do protocolo de construção do novo aeroporto , na base aŽrea n¼ 6.
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Montijo- 07/01/2019. Reportagem no Montijo, onde será construído o novo aeroporto, na véspera da assinatura do protocolo de construção do novo aeroporto , na base aŽrea n¼ 6. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

O Governo continua a apontar 2022 como o ano de conclusão das obras.

O Estado e a concessionária dos aeroportos nacionais formalizaram esta terça-feira, dia 8 de janeiro, o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa e o desenvolvimento do aeroporto complementar do Montijo, previsto entrar em funcionamento em 2022.

“Assinalamos hoje um momento marcante para a expansão da capacidade aeroportuária do nosso país”, disse Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, na cerimónia de acordo de financiamento, que decorreu na Base Aérea n.°6, no Montijo. “Chega de hesitações. Este é o momento de avançar com uma decisão clara para as necessidades da região e do pais; uma decisão competitiva e comportável”, acrescentou.

Pedro Marques reafirmou que o aeroporto complementar do Montijo é “a única solução adequada, comportável e sustentável” no curto prazo, além de reunir o “consenso político suficiente para avançar”.

Segundo o governante, o futuro aeroporto do Montijo deverá contribuir com mais de 10 mil postos de trabalho, diretos e indiretos.

O documento assinado, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, do chairman e do CEO da Vinci e do presidente da Vinci Airports, define os pressupostos financeiros e técnicos da solução escolhida – a chamada “Portela+1”. O investimento, num total de 1,747 milhões de euros, será integralmente assumido pela ANA – Aeroportos de Portugal, sem qualquer encargo para os contribuintes.

Numa primeira fase, recordou Pedro Marques, serão aplicados 1,326 milhões, dos quais 650 milhões em Lisboa e 520 milhões no Montijo, a que se somam ainda investimentos nas acessibilidades e na compensação à Força Aérea Portuguesa. Os restantes 421 milhões serão aplicados ao longo do prazo da concessão, que vigora até 2062.

A intenção da ANA é aplicar medidas de curto prazo no Humberto Delgado já este ano para responder à procura, intensificar o seu papel de hub, nomeadamente para a TAP, e receber alguma das maiores aeronaves do mundo (A380 e B747).

No âmbito das negociações com o Estado, ficou estabelecido, exemplifica Pedro Marques, o fecho da pista 17/35, que permitirá aumentar o atual espaço de estacionamento dos aviões. O projeto de expansão da Portela contempla ainda a ampliação de várias áreas, desde o check-in à recolha de bagagens ao processamento de raio-x.

Já o Montijo contará com uma pista de 2.400 metros e 36 posições de estacionamento para aviões. O futuro aeroporto complementar estará vocacionado para ligações ponto a ponto e terá capacidade para receber aeronaves de curto e médio curso, incluindo as que o Humberto Delgado hoje opera.

Na prática, permitirá que a Portela duplique o número de passageiros em Lisboa, para mais de 50 milhões por ano. Apesar dos constrangimentos, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas estima que o número de passageiros suba para 30 milhões já este ano.

Em contrapartida, a ANA poderá aumentar as taxas aeroportuárias, ainda que de forma mais ligeira, até 2% por ano, entre 2019 e 2022. Já a partir de 2023, as taxas só poderão crescer em função do volume de investimento e procura real da Portela.

Leia também: 10 respostas sobre o novo aeroporto do Montijo

Apesar de haver agora um acordo entre ambas as partes, o avanço do projeto do Montijo está dependente da declaração de impacte ambiental, assinala Pedro Marques, que garante: “Um qualquer acordo, ou cumpre integralmente as regras de segurança e ambientais ou nem sequer existirá. O Estado, a ANA e a ANAC [Autoridade Nacional de Aviação Civil] estão plenamente conscientes disso”. A recolha de informação complementar, solicitada pela Agência Portuguesa do Ambiente em 2018, deverá ser entregue ainda este mês de janeiro.

O entendimento acordado com a francesa Vinci destina mais 15 milhões de euros à construção de novas acessibilidades. Pedro Marques lembra que haverá uma nova ligação à ponte Vasco da Gama, o serviço fluvial entre o Montijo e o Cais do Sodré, em Lisboa, será reforçado e o novo aeroporto contará com um serviço de shuttle. Os encargos serão suportados pela concessionária.

*Última atualização às 18:42 com mais informação.

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