Turismo

Agências de viagens permitem ao viajante poupar 303 euros e 3,2 horas

Foto: DR
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Os millennials estão entre os maiores clientes das agências de viagens nos EUA, revelou o presidente da associação de agentes de viagens local.

Afinal, comprar viagens online nem sempre é mais barato. Quem o garante é Mark Meader, vice-presidente da associação dos agentes de viagens norte-americana ASTA, que realizou um estudo este ano entre milhares de consumidores para concluir que, em média, aqueles que recorreram a profissionais da organização de viagens nos últimos 12 meses, pouparam 319 dólares (cerca de 303 euros) e 3,2 horas de pesquisa, planeamento e reserva.

Mark Meader apresentou os resultados do estudo durante o painel “O Consumidor do Futuro e o Futuro das Agências”, integrado no 42º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a decorrer em Aveiro.

“Um terço dos utilizadores de agências de viagens nos últimos 12 meses foram Millennials [consumidores com idade média de 30 anos], o que muita gente não imaginava”, revelou o responsável, que elucidou os motivos apontados por estes utilizadores para o recurso aos profissionais de turismo: poupam dinheiro, os agentes de viagens encontram melhores negócios online, ajudam a evitar erros, ajudam na escolha certa, organizam viagens em locais especiais e poupam tempo.

O que está a acontecer na indústria, explicou Meader, é que as viagens mais curtas e mais baratas até podem ser organizadas por conta própria com recurso às novas tecnologias. “Mas as viagens memoráveis, a viagem de uma vida, é organizada pelo agente de viagens”, disse, adiantando que o orçamento médio por viagem de quem recorreu a um agente de viagens foi de 2320 dólares (2200 euros) e o de quem preferiu organizar por conta própria era apenas de 1530 dólares (1450 euros).

Além de isto ser uma “responsabilidade acrescida para os agentes de viagens”, este fenómeno é “uma oportunidade” para os referidos profissionais que saibam “esquecer o paradigma do passado, em que trabalhava orientados pelo produto” e consigam “orientar-se para o cliente, focando-se mais na interação do que na transação”, como resumiu Frank Oostdam, presidente da congénere holandesa da APAVT.

A tecnologia que contorna canais tradicionais de distribuição e permite também aos pequenos players figurar no topo das pesquisas, se for caso disso, dentro dos parâmetros definidos pelos consumidores, não é uma ameaça às agências de viagens, no entender de Svend Leirvaag, administrador da European Technology and Travel Services Association (ETTSA). “Isso não é uma ameaça. Chama-se concorrência”, definiu. “E é quando não somos líderes de mercado que queremos ser comparados pelo mérito da nossa oferta”, referiu, considerando que sites como o Google conseguem ser responsáveis por cerca de 70% do tráfego dos sites das companhias aéreas que, sem isso, investiriam entre 50 e 80 dólares (entre 47 e 76 euros) por bilhete só em custos publicitários. “Se pensarmos sob este ponto de vista, a venda direta pode ficar mais cara do que através das agências online”, rematou.

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