Agostinho Branquinho: do PSD à Ongoing e, agora, à secretaria de Estado da Segurança Social

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Agostinho Branquinho, que ganhou fama em 2010 por não saber o que era a Ongoing, vai ocupar o cargo de Marco António Costa, um homem do norte como ele, à frente da secretaria de Estado da Segurança Social.

Do Porto, com 58 anos a completar em agosto, casado, com dois filhos, formado em História com média 15 valores, a sua experiência profissional está essencialmente ligada à gestão de empresas, organizações e de recursos humanos. É “consultor de empresas”, diz a sua biografia no site do Parlamento. Entre as entidades por onde passou contam-se a Casa da Música, BE Natural (produtos dietéticos), Norvital (clínicas dentárias), Quinta dos Sete Sonhos (agroturismo), NTM (publicidade), entre outros projectos.

Apesar da sua nomeação para o ministério tutelado por Mota Soares, não se conhecem especializações técnicas na área da Segurança Social; apenas um ano de experiência como gestor/consultor na Santa Casa da Misericórdia do Porto.

Em 2010 foi notícia quando trocou o lugar de deputado do PSD por um cargo de topo na Ongoing Brasil. Ficou famoso em fevereiro desse ano, na comissão de ética do Parlamento criada para analisar o estado da liberdade de imprensa em Portugal, por ter questionado: “O que é a Ongoing? É um grupo de media?”.

A Ongoing é uma holding de “investimentos estratégicos”, com um portefólio muito diversificado, que vai da comunicação social (detém o Diário Económico e restantes marcas), passando pelas telecomunicações, serviços financeiros, energia, infraestruturas, imobiliário e serviços.

Seria justamente esta a empresa que o viria a contratar em outubro desse mesmo ano (2010) para liderar as operações do Brasil. Assim, deixou a política e o PSD, partido pelo qual cumpriu duas legislaturas como deputado.

A missão brasileira duraria cerca de dois anos. Branquinho regressa a Portugal em 2012 por “razões pessoais e profissionais”, abraçando depois a comissão executiva da Misericórdia do Porto. É de lá que transita diretamente para o Governo.

Reportará diretamente a Pedro Mota Soares, do CDS, também ele grande entusiasta do papel das misericórdias e do sector social na liberalização da Segurança Social pública.

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