Hotelaria

Verão com hotéis portugueses a preços mais altos

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

A maioria dos hoteleiros inquiridos esperam uma taxa de ocupação superior a 80% neste verão

A falta de sol não tem sido um travão à chegada de turistas ao país neste verão. Os hoteleiros admitem que o negócio corre de feição, mesmo com menos ingleses no Algarve e na Madeira, e deverá confirmar-se uma tendência clara ao longo dos primeiros meses de 2018: o mesmo número de hóspedes e de dias passados nos hotéis, mas a preços mais altos.

Com base nas reservas já efetuadas para o período de julho a setembro, 61% dos hoteleiros esperam uma taxa de ocupação superior a 80%, segundo o inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) “Perspetivas Verão 2018”, hoje divulgado.

Para 79% dos hoteleiros de Lisboa, 78% nos Açores e 77% no Algarve a taxa de ocupação vai ser superior a 80%. Ainda assim, 45% consideram que a taxa de ocupação “será igual”.

“Não há grandes surpresas”, refere Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, sublinhando que os hotéis nacionais fecharam o verão passado com uma taxa de ocupação de 86%.

E acrescenta: “Temos acompanhado o mercado inglês com particular atenção”. No Algarve e na Madeira, os efeitos do brexit e a desvalorização da libra estão a afastar aquele que é o principal mercado emissor para Portugal. Mas não é só. Os hoteleiros estão preocupados com a promoção de destinos a preços mais baratos, como a Turquia, Egito e Tunísia, prejudicados por períodos de instabilidade no passado.

Na Madeira, houve uma quebra de 3,8% das dormidas do mercado alemão desde o início do ano, segundo avança a AHP. Cristina Siza Vieira conclui que terá sido provocada pela falência das companhias aéreas Monarch, da AirBerlin e da Niki.

Os portugueses (18%), espanhóis e franceses (15%) têm sido os principais clientes dos hotéis neste verão. A associação destaca a performance dos mercados francês e brasileiro, com 45% e 44% dos hoteleiros, respetivamente, a apontarem para a evolução destes mercados.

Relativamente ao preço médio por quarto ocupado (ARR) e preço médio por quarto disponível (RevPar), as perspetivas são mais otimistas. Do total, 72% e 71% dos hoteleiros estimam que o ARR e o RevPAR, respetivamente, sejam “melhores ou muito melhores”. No ARR, Lisboa e o Norte são as regiões que preveem melhor ARR.

Quanto ao RevPar, 84% dos hoteleiros de Lisboa consideram que será “melhor” ou “muito melhor” face ao período homólogo de 2017.

Já 45% dos hoteleiros esperam uma estada média entre um a três dias e 37% entre três a cinco dias. A maior duração das estadas – 5 a 10 dias – é esperada no Algarve e na Madeira (65%).

A AHP realizou o inquérito entre os dias 29 de maio e 21 de junho, junto de uma amostra de 40% dos hotéis associados. Das respostas obtidas, 84% dizem respeito a hotéis, 7% a aparthotéis, 1% a pousadas, 3% a aldeamentos turísticos, 1% a apartamentos turísticos, 2% a turismo em espaço rural e 3% a alojamento local.

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