Coronavírus

AHRESP. Medidas do governo são “positivas” mas “é necessário mais”

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Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

AHRESP considera que pacote de ajudas do governo às empresas, nomeadamente do setor do turismo, é positivo mas quer mais.

São positivas mas não chegam. O governo apresentou esta manhã um conjunto de medidas para apoiar as empresas, numa altura em que vários setores atravessam dificuldades fruto da propagação do novo coronavírus à sociedade e economia. A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal – considera que as medidas anunciadas não “positivas” mas “é necessário mais, nomeadamente no apoio direto à tesouraria das empresas”.

“Garantir segurança de tesouraria e injetar liquidez nas empresas de forma imediata e eficaz é a prioridade para a manutenção dos negócios e dos milhares de postos de trabalho dos nossos setores de atividade”, indica a associação em comunicado enviado às redações.

Esta manhã, foram anunciadas linhas de crédito no valor total de três mil milhões de euros. O setor do turismo é uma das indústrias que poderá beneficiar desses apoios, tendo sido anunciadas tanto linhas para agências de viagens, como turismo e restauração, com dotações financeiras diferentes.

“Aguardamos, com muita expectativa, no âmbito das novas linhas de crédito anunciadas, quais as entidades interlocutoras e os respetivos mecanismos de acesso pelas nossas empresas. É da maior relevância assegurar uma plena intervenção das Sociedades de Garantia Mútua, que serão entidades fulcrais na disponibilização destas novas linhas de crédito”, diz a AHRESP.

Esta tarde, adicionalmente às medidas do governo, o Turismo de Portugal, anunciou algumas medidas para apoiar o setor, incluindo uma linha com dotação de 60 milhões de euros para microempresas de turismo. “É igualmente urgente que a linha de microcrédito com a dotação de 60 milhões de euros seja urgentemente disponibilizada a todas as empresas da atividade turística, designadamente restauração, empreendimentos turísticos, e em particular hotelaria independente”.

O ministro das Finanças, indicou esta manhã, que o sistema bancário está a trabalhar na “possibilidade de se constituir uma moratória de capital e juros” para as empresas, face aos impactos do novo coronavírus. A associação liderada por Ana Jacinto “insiste que o calendário dos compromissos bancários das empresas com a banca deve efetivamente ser suspenso e que a moratória, muito oportunamente anunciada, tem urgentemente de ser colocada em prática, assim como agilizar o pagamento dos fundos comunitários”.

Quanto à aplicação de lay-off, anunciada recentemente pelo governo, a associação quer que esta medida seja “devidamente ajustada às necessidades das empresas”. “Só assim se torna acessível ao tecido empresarial da restauração e bebidas e do alojamento turístico”.

Esta terça-feira, a AHRESP tinha já anunciado que tinha feito chegar ao governo um pacote de 40 medidas entre elas 1000 euros mensais por trabalhador, adequação do processo de lay-off e um período de carência nos pagamentos tanto ao Estado como à banca.

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