entrevista

AICEP. Exportações para o México crescem 6% ao ano

27892181190_b513e2f861_b

Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, adianta ao Dinheiro Vivo as principais expectativas para esta visita empresarial.

Em paralelo à visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa ao México, a AICEP organizou uma missão empresarial para acompanhar a viagem, composta por cerca de 40 empresas, que vão participar num fórum empresarial que juntará já amanhã empresários mexicanos e portugueses, com intervenções do Presidente da República e do ministro da Economia, Caldeira Cabral, na sessão de abertura.

Entre as empresas participantes estão a construtura Mota-Engil, o grupo Visabeira, a farmacêutica Bial, a EDP Renováveis e a Efacec, os bancos Millennium BCP e Santander Totta, a Vista Alegre, a empresa de maquinaria Siroco, a rede de ginásios VivaFit, a tecnológica WeDo e a empresa de materiais de construção Revigrés.

Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, adianta ao Dinheiro Vivo as principais expectativas para esta visita empresarial.

Quanto vale o mercado do México para Portugal?
É um país com 130 milhões de consumidores, que absorve já 270 milhões de euros de exportações portuguesas. Temos mais de setecentas empresas nacionais a vender para o México e a taxa de crescimento das exportações é de 6% ao ano. Há também casos de investimentos portugueses relevantes no país nas áreas da energia, construção, moldes, mas também tecnologia. É uma economia com uma balança comercial já muito sofisticada.

Que novos projetos destaca?
Há várias empresas com uma presença forte no mercado mexicano, como Mota-Engil, EDP Renováveis, GLN, Colep. Mas também há empresas mais pequenas que têm lá fábricas. Esta é uma nota diferenciadora do México face aos restantes países da América Latina. A GLN vai inaugurar uma nova fábrica e a empresa estará em destaque no fórum empresarial, porque investe lá e tem uma base de produção no México. A Mota- -Engil tem um pipeline de obras extraordinário no país e a EDP Renováveis investiu centenas de milhões de euros. Há dez anos não existia nada disto. As empresas estão a instalar-se na Cidade do México e a ganhar mais contratos no país.

O México também olha para o mercado português?
Há alguns investimentos mexicanos em Portugal. Cada vez mais temos tido investidores mexicanos a olhar para o nosso país.

Qual o principal objetivo desta visita?
Diria que uma continuação do crescimento das nossas exportações para o México, sobretudo nos setores com uma componente de intensidade tecnológica, tais como o setor automóvel, o energético e as tecnologias de informação. Estes são os setores que acreditamos que vão crescer com mais força. Com a operação de algumas construtoras no México é normal que o setor também suba. A nossa balança comercial para o México é interessante e tem valor acrescentado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Usados-carros-dicas-26d88f95262fb04408cf1721d918f6efc0da028d

São feitos quase 600 créditos por dia para comprar carro

Rendas da energia pesam 80 euros na conta da luz em 2018

José Vieira da Silva, ministro do Trabalho. Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

CML admite comprar 11 prédios da Segurança Social

Outros conteúdos GMG
AICEP. Exportações para o México crescem 6% ao ano