Coronavírus

Airbus anuncia redução de um terço na produção de aviões

Fotografia: Pascal Pavani/AFP
Fotografia: Pascal Pavani/AFP

Desde o início do ano, a Airbus registou no total 66 cancelamentos, 44 dos quais em março.

O construtor europeu de aviões Airbus vai fazer uma redução de um terço no ritmo de produção, adaptando as suas capacidades à evolução do mercado mundial de aeronáutica devido à pandemia do novo coronavírus.

“As companhias aéreas são bastante afetadas pela Covid-19. Adaptamos a nossa produção à nova situação e trabalhamos em medidas operacionais e financeiras para fazer face a esta realidade”, adiantou o líder da Airbus, Guillaume Faury, num comunicado do grupo.

O fabricante europeu vai reduzir a produção mensal para 40 aparelhos do modelo 320, contra os 60 produzidos antes da crise, passar para dois os A330 e para seis aparelhos mensais o A350.

A Airbus já suspendeu as linhas de montagem em Tianjin, na China, e em Toulouse, na França, devido à epidemia, e a produção em Bremen, na Alemanha, e em Mobile, nos Estados Unidos, está provisoriamente suspensa.

Em meados de fevereiro, Guillaume Faury apontava para a entrega de 40 aviões A330 ao longo do ano e para uma produção mensal de nove ou dez A350.

“Isto representa uma redução de cerca de um terço na cadência média”, referiu a Airbus, que tinha registado 21 encomendas em março e feito a entrega de 36 aparelhos, numa altura em que a sua concorrente norte-americana Boeing foi forçada a parar toda a produção de aviões civis nos Estados Unidos.

Desde o início do ano, a Airbus registou no total 66 cancelamentos, 44 dos quais em março.

“O impacto desta pandemia não tem precedentes”, sublinhou Guillaume Faury. “Proteger os nossos trabalhadores e apoiar a luta contra o vírus são as nossas principais prioridades neste período. Estamos em diálogo constante com clientes e fornecedores”, acrescentou.

O construtor aeronáutico anunciou a 23 de março que obteve uma nova linha de crédito para elevar a liquidez disponível de 20 mil milhões para 30 mil milhões de euros. Também foi cancelado o pagamento aos acionistas de dividendos relativos ao ano de 2019, bem como as previsões de resultados para 2020.

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